Após proibir Uber, Rio terá aplicativo para avaliação de taxistas
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Após proibir Uber, Rio terá aplicativo para avaliação de taxistas

De acordo com a Prefeitura, todos os taxistas serão obrigados a ter o sistema, que deverá ser apresentado em até um mês

Marcio Dolzan

29 Setembro 2015 | 17h12

A Prefeitura do Rio deverá apresentar até o final do próximo mês um aplicativo semelhante ao Uber que será de uso obrigatório a todos os taxistas da cidade. A intenção é dar uma resposta às críticas recebidas por parte da população devido à aprovação da lei que proibiu o uso do Uber na capital fluminense. A lei deve ser publicada no Diário Oficial do município nesta quarta-feira, 30.

De acordo com o secretário municipal de Transportes, Rafael Picciani, o aplicativo será de uso obrigatório pelos taxistas. “A prefeitura já vinha há meses discutindo a criação de um aplicativo que se assemelha ao Uber e que traz a possibilidade de a população avaliar e criticar. Isso chegará ao Poder Público, que poderá tomar providências”, disse Picciani, logo após participar de evento de apresentação do circuito de canoagem slalom, no Complexo Esportivo de Deodoro.

Secretário de Transportes, Rafael Picciani (ao fundo) quer população avaliando taxistas (Foto: Fabio Motta/Estadão)

Secretário de Transportes, Rafael Picciani (ao fundo) quer população avaliando taxistas (Foto: Fabio Motta/Estadão)

“Já fizemos um chamamento público e algumas empresas apresentaram seus produtos. Eles estão agora diante de uma comissão que está avaliando e testando esses produtos”, afirmou Picciani.

Sobre o Uber, o secretário não deu detalhes sobre o que acontecerá com os carros que forem identificados, apesar de o projeto de lei prever multa de até R$ 2 mi para motoristas e empresas não regulamentados.

“Fica semelhante a como está hoje. Hoje eles já rodam num vácuo legal, não tem nenhuma normatização da sua atuação. A lei federal é expressa ao dar ao município a possibilidade de legalizar o serviço de táxi, e entendemos como táxi aqueles que são regulamentados pela prefeitura, com taxímetro, com controle do pode público – coisa que a empresa privada não se adéqua.”

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