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‘Como vou me defender? Não sei se há acusação’, diz Pezão sobre lista

Governador do Rio reclama por ter apenas pelos jornais informações sobre investigação a ser pedida por Rodrigo Janot contra ele

Luciana Nunes Leal

06 Março 2015 | 12h10

O governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) disse ao Blog Estadão Rio na manhã desta sexta-feira, 6, que não tem nenhuma informação sobre a inclusão de seu nome na lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot,  a ser  enviada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Em nova etapa da Operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobrás, Janot enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido de investigação de 54 pessoas, entre elas 45 parlamentares. Espera-se que, nos próximos dias, faça pedido semelhante ao STJ, instância de investigação de governadores. O governador fluminense seria um deles.

“Não fui informado de nada. Como vou me defender?”, desabafou.

Pezão: preocupação com acusações cujo teor diz não conhecer (Foto: Wilton Júnior/Estadão)

 

Pezão afirmou que não contratará advogado enquanto não for informado sobre a investigação. “Não sei se há acusação. Se houver, não sei do que sou acusado. Quem acusa tem que ter provas. Não tenho nenhum envolvimento com isso, não sei que provas pode haver”, disse.  O governador se disse “muito tranquilo” em relação ao caso.

O peemedebista repetiu que teve  reuniões com o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa, que detalhou o esquema de corrupção em delação premiada.  Segundo Pezão, todos os encontros trataram de investimentos da Petrobrás no Rio de Janeiro. Até abril do ano passado, quando assumiu o governo no lugar de Sérgio Cabral (PMDB), Pezão era o coordenador de Infraestrutura do Estado.

“Tivemos várias reuniões com secretários, técnicos. Nunca falei de outro assunto com Paulo Roberto Costa que não fossem os projetos para o Rio. Nunca fiz nenhum pedido para a campanha, nunca pedi de ele falasse com empresas”, reiterou o governador. Ele se queixa de ler no noticiário informações de que seu nome foi incluído na lista de  Janot  “Isso é muito estranho”, reclamou.

O governador repetiu estar à disposição do STF, do STJ e da Justiça do Paraná, onde as investigações da Operação Laja- Jato começaram,  para prestar qualquer esclarecimento.