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Conheça os blocos mais lotados do Rio e veja como fugir deles

Bloco mais antigo, o Bola Preta deve reunir 1,5 milhão de foliões no Centro. Mas quem quiser evitar multidões tem alternativas

Fabio Grellet

11 de fevereiro de 2015 | 09h00

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Nas ruas do Rio já é carnaval: os 456 blocos autorizados pela prefeitura a desfilar promovem ensaios e realizam os primeiros desfiles. Até o dia 22 de fevereiro essa folia vai movimentar cerca de 5 milhões de pessoas, entre elas 977 mil turistas, conforme estima a prefeitura.

Embora indique o sucesso do bloco, a superlotação é também um problema. Além da falta de espaço, principalmente em áreas mais próximas da bateria e do carro de som, o risco de furtos e brigas também aumenta. Para atrair menos foliões, alguns blocos mudavam repentinamente de horário, antecipando-se ao divulgado inicialmente. Mas essa estratégia tornou-se inviável quando a prefeitura passou a exigir o cadastramento prévio, necessário para a interdição de ruas, a instalação de banheiros químicos e outras providências para auxiliar os participantes e permitir que a rotina dos moradores seja menos afetada.

Com a divulgação antecipada do roteiro de desfiles (serão 587 no total), o folião pode escolher seus blocos preferidos e se programar.

Quem quiser fugir da multidão tem várias opções, como a Acadêmicos dos Arcos (dias 14 a 17, sempre às 21 horas, na Travessa Mosquera, na Lapa, com previsão de receber 600 pessoas); o Sassaricando (dia 14, a partir das 15 horas, na praça do Russel, na Glória, com previsão de receber 1.500 pessoas); o Carioca da Gema (dia 14, a partir das 17 horas, na esquina da rua do Lavradio e dos Arcos, na Lapa, com previsão de reunir 3.000 pessoas); a Banda do Chopinho da Paula Freitas (dias 15 e 16, a partir das 19 horas, na esquina da avenida Atlântica com a rua Santa Clara, em Copacabana, com previsão de receber 2.000 pessoas) e a Confraria Peru Sadio (dia 16, a partir das 17 horas, na avenida Atlântica, em frente ao Sindicato do Chopp do Leme, com previsão de receber 2.500 pessoas).

Os blocos mais tradicionais estão entre os mais lotados e se concentram na zona sul e no centro. Quem estiver disposto a curti-los deve se preparar para a aglomeração. Áreas mais distantes do carro de som são menos tumultuadas.

Os mais tradicionais são o Cordão da Bola Preta (dia 14, a partir das 9h30, na esquina das ruas Primeiro de Março e do Rosário, no centro, com previsão de reunir 1,5 milhão de pessoas), a Banda de Ipanema (dias 14 e 17, sempre a partir das 17h30, na praça General Osório, em Ipanema, com previsão de reunir 90 mil pessoas), o Simpatia é Quase Amor (dia 15, a partir das 16 horas, na mesma praça de Ipanema, com 150 mil pessoas) e o Bloco das Carmelitas (dia 17, a partir das 10 horas, na esquina das ruas Almirante Alexandrino com Aarão Reis, em Santa Teresa, com previsão de atrair 15 mi pessoas).

Entre aqueles criados mais recentemente, mas que já atraem multidões, estão o Bloco da Favorita (dia 14, a partir das 10 horas, na esquina da avenida Prefeito Mendes de Moraes com a rua Herbert Moses, em São Conrado, com previsão de reunir 40 mil pessoas); o Cordão do Boitatá (dia 15, a partir das 9 horas, na Praça 15, no centro, com previsão de atrair 40 mil pessoas), o Bangalafumenga (dia 15, a partir das 14 horas, no Aterro do Flamengo, entre o Museu de Arte Moderna e a Marina da Glória, com previsão de receber 100 mil pessoas); o Sargento Pimenta (dia 16, a partir das 15h, no mesmo lugar, com previsão de reunir 120 mil foliões) e a Orquestra Voadora (dia 17, a partir das 15 horas, também no Aterro do Flamengo, mas na altura da praça Luis de Camões, com previsão de receber 90 mil pessoas).

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