Exposição apresenta origens das calçadas de pedras portuguesas
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Exposição apresenta origens das calçadas de pedras portuguesas

Aberta hoje no Museu Histórico Nacional, mostra reúne material trazido de instituições de Lisboa

Roberta Pennafort

12 de junho de 2015 | 15h48

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Espalhadas por mais de mil quilômetros quadrados de calçadas da cidade do Rio, as pedras portuguesas são uma marca da cidade, e motivaram a exposição Tatuagens urbanas e o imaginário carioca, aberta hoje no Museu Histórico Nacional. Trazida pelos colonizadores no início do século 20, a técnica dos mosaicos de calcário, replicada pelas capitais brasileiras, é destrinchada na mostra, que terá uma oficina dada por mestres calceteiros.

 

Calçamento no Largo da Carioca, no centro do Rio (Foto: Fabio Motta/Estadão)

Calçamento no Largo da Carioca, no centro do Rio (Foto: Fabio Motta/Estadão)

 

A exposição recupera as origens das calçadas e dos desenhos, que, no Brasil, apareceram primeiro em Manaus, no largo em frente ao Teatro Amazonas, em 1905. No Rio, a primeira calçada foi a da praia de Copacabana, criada em 1906, cujas ondas são um ícone carioca. Em seguida, veio a da Avenida Rio Branco, no centro do Rio. Ainda hoje a técnica é usada na pavimentação de novas calçadas.

A mostra é realizada pela Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos e o Comitê Rio450, que organiza as comemorações pelo aniversário da cidade. A coordenadora é a editora Renata Lima, que em 2010 lançou o livro Tapetes de pedra, sobre o mesmo tema.

Ela reuniu telas, desenhos, fotos e moldes trazidos de instituições de Portugal e do Brasil, como o Museu dos Moldes de Lisboa e o Museu da Cidade, carioca. Num ambiente intitulado  “imaginário carioca” foram dispostos objetos inspirados nas pedrinhas, como jóias, móveis e roupas.

Um curso de qualificação será ministrado por quatro mestres calceteiros portugueses, que trabalham para a prefeitura de Lisboa. O curso é da Prefeitura do Rio, que dispõe de 30 profissionais para cuidar das pedras da cidade toda. Em breve, serão mais 60.

“A mão de obra é escassa. Quando a manutenção é feita por pessoas não especializadas, os desenhos são desconfigurados. O corte da pedra é muito importante e o martelo usado para isso vem de Portugal”, diz Renata. Outra preocupação é com pedestres com necessidades especiais, como cegos e cadeirantes, que circulam com dificuldade quando os pisos estão com pedras mal assentadas.

 

Exposição Tatuagens Urbanas e o imaginário carioca

Museu Histório Nacional

Até 1º de Agosto

Praça Marechal Âncora, s/nº

Horários: de 3ª a 6ª feira, das 10h às 17h30. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h. Ingressos : R$ 8,00 (aos domingos, a entrada é gratuita)

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