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Filme sobre ação humanitária em áreas conflagradas é exibido de graça no Rio

"Acesso à Zona de Perigo" será mostrado no Maison de France às 19h desta terça (19). Convites devem ser retirados uma hora antes

Fabio Grellet

18 Maio 2015 | 23h10

A organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) exibe de graça, a partir das 19 horas desta terça-feira (19), no cinema Maison de France (avenida Presidente Antônio Carlos, 58, no centro do Rio), o filme “Acesso à Zona de Perigo”. O filme retrata as dificuldades enfrentadas por organizações humanitárias, como MSF e Comitê Internacional da Cruz Vermelha, para atuar em áreas de conflitos.

Após a exibição haverá um bate-papo com a diretora da Unidade Médica Brasileira de MSF, a uruguaia Maria Rodrigues Rado, e a diretora de comunicação de MSF-Brasil, a carioca Alessandra Vilas Boas. A distribuição de convites será feita uma hora antes (a partir das 18 horas), por ordem de chegada.

Dirigido por Peter Casaer e Eddie Gregoor, “Acesso à Zona de Perigo” é narrado pelo ator Daniel Day-Lewis e começa com imagens gravadas momentos após o sequestro de duas profissionais de MSF no Quênia. As cenas iniciais mostram o momento em que parte da equipe foi obrigada a abandonar o local por questões de segurança. O filme segue retratando as dificuldades encontradas na Somália, na República Democrática do Congo e no Afeganistão.

“Em situações de confrontos, é comum que o Estado deixe de ter papel fundamental e que o poder seja subdividido entre as milícias e os grupos armados. A posição de MSF é de nunca tomar partido de nenhum dos lados do conflito”, explica Rado, infectologista que trabalha em MSF desde 2004 e já atuou no Afeganistão, Etiópia, Guiné-Bissau, Iêmen, Níger, Palestina, Quênia, Sudão, Sudão do Sul, Tanzânia e Zimbábue.

A organização consegue negociar com diferentes grupos porque seu único objetivo é oferecer assistência médica, não importando etnia, religião ou ideologia política.

O documentário retrata o quão delicadas são as concessões que precisam ser feitas e o nível da tensão à qual os profissionais estão submetidos. As organizações humanitárias sempre trabalharam sob fogo cruzado, mas está cada vez mais perigoso fazer isso. “Só na última década, mais de 230 agentes humanitários foram mortos”, relata Vilas Boas, que em 14 anos de trabalho em MSF já esteve na África do Sul, Angola, Burundi, Colômbia, Haiti, Lesoto, Libéria e Malta.

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