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Início de noite, e mais um arrastão no centro do Rio…

Grupo formado por crianças e adolescentes rouba colar na avenida Rio Branco; um deles acabou apreendido (e repreendido)

Marcio Dolzan

08 de abril de 2015 | 20h29

Começou como quase sempre começa, com alguém gritando “pega ele, pega ele”. As pessoas no entorno da rua pararam, e só quem corria era um grupo de cinco ou seis garotos. Início de noite de quarta-feira, e mais um arrastão acontecia na avenida Rio Branco, no centro do Rio.

A diferença é que, desta vez, pegaram um deles. Um dos menores. Enquanto o grupo correu para um lado, o menino se assustou quando apareceu uma viatura da Guarda Municipal e atravessou a avenida com o olhar fixo na caminhonete. Nisso, o segurança de um edifício saiu e o agarrou.

O menino era franzino, não devia ter dez anos. Mas tinha uma faca.

Experiente e bem mais forte, o segurança conseguiu segurá-lo até a chegada de um agente municipal. O menino se debatia, mas não largava a faca.

Enquanto isso, muitas pessoas se aglomeravam no entorno. Os ônibus urbanos pararam. O motorista de um deles comentou com alguém que “direitos humanos é o cascalho”, mas desconfio que eu tenha trocado algumas letras.

Já um homem que acompanhou toda a cena preferiu comentar diretamente com o menino, que a essa altura se debatia ainda mais para não entrar na viatura: “a tua sorte é que a polícia chegou, senão…”.

Nisso, chegou a vítima do roubo. “O que pegou o meu colar era o sem camisa”, disse ela. Mas o sem camisa já não tinha paradeiro conhecido.

Tudo isso aconteceu por volta das 19h30, horário em que muitos estão saindo do trabalho no Centro, uma região notória por furtos e arrastões, mas que, àquele horário, poucas vezes é notória pelo policiamento.

E se roubassem mais gente?

E se mais gente fosse partidária do “a tua sorte é que a polícia chegou, senão…”?

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