Lixo na Baía de Guanabara será mapeado por satélite
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Lixo na Baía de Guanabara será mapeado por satélite

Secretário do Ambiente criticou programa de recolhimento de lixo iniciado no governo Cabral: 'para inglês ver'

Redação

04 Março 2015 | 20h29

Um dia depois de o secretário do Ambiente, Antônio da Hora, se referir aos ecobarcos que fazem recolhimento de lixo flutuante na Baía de Guanabara como projeto “para inglês ver”, o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) disse nesta quarta-feira, 4, que o programa será reformulado, com mapeamento do lixo por satélite e aumento da frota de embarcações.

“Verificamos falhas no trabalho que vinha sendo feito e vamos mudar isso. Teremos um sistema mais ágil e eficiente para coletar o lixo da baía”, afirmou o governador, em nota distribuída para a imprensa.

 

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Lançamento dos ecobarcos, em janeiro de 2014. (Foto: Luiz Morier/Divulgação)

 

Na terça-feira, o secretário do Ambiente, Antônio da Hora, criticou o programa de ecobarcos, iniciado em janeiro de 2014, durante o governo Sérgio Cabral (PMDB), de quem Pezão era vice. O programa foi suspenso há 20 dias. “Não há nenhuma inteligência orientando o trajeto dos barcos. Qualquer gestor público responsável, identificando essa situação, para evitar o uso ineficiente dos recursos públicos, faria um freio de arrumação. Na verdade, do jeito que estão, os EcoBarcos são para inglês ver. Infelizmente se privilegiou os EcoBarcos, em detrimento à estrutura mais profissionalizada e funcional de EcoBarreiras. É óbvio que evitar a entrada de lixo, na Baía de Guanabara, é muito mais eficiente do que recolhê-lo ao sabor de correntes e marés”, afirmou o secretário.

De acordo com nota distribuída pela secretaria, o projeto custava em torno de R$ 300 mil mensais, com meta de recolhimento de 45 toneladas. “Como essa meta não vem sendo atingida, e o custo do barco não está vinculado à tonelada recolhida, não é distante estimar um custo de mil reais a tonelada, um custo extremamente elevado e pouco eficiente.”

As provas de vela dos Jogos Olímpicos ocorrerão na Baía de Guanabara. Em janeiro, o governo reconheceu que não atingiria a meta assumida com o Comitê Olímpico Internacional de redução de 80% do esgoto lançado na baía.