Mapa colaborativo indica localização de ciclovias cariocas
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Mapa colaborativo indica localização de ciclovias cariocas

Ciclofaixas, oficinas e bicicletários também são sinalizados, graças à colaboração dos próprios usuários, que mandam informações

Roberta Pennafort

21 de julho de 2015 | 16h38

O Rio é o município brasileiro campeão em ciclovias, com 380 quilômetros, e a previsão da Prefeitura é de aumentar a extensão para 450 quilômetros até o ano que vem. São mais de 500 mil viagens de bicicleta por dia, segundo a ONG Transporte Ativo. Os ciclistas acreditam que a vida para quem escolheu esse meio de transporte venha melhorando, embora a cidade ainda não possa ser considerada realmente amigável à bicicleta.

Em meio às obras da Prefeitura para ampliação dos espaços para os ciclistas, uma iniciativa particular vem se consolidando: o Mapa Cicloviário do Rio, um site colaborativo que lista a localização de ciclovias, ciclofaixas e outras chamadas “vias cicláveis”. O mapa faz quatro anos em dezembro e vem ganhando adeptos em toda a cidade – os ciclistas não se concentram apenas à beira-mar, como se vê no cartão postal.

 

Ciclista no Aterro do Flamengo (Foto: Wilton Junior/Estadão)

Ciclovia do Aterro do Flamengo (Foto: Wilton Junior/Estadão)

 

“Existe uma percepção errada de que as pessoas só pedalam na orla, mas na zona oeste, em bairros como Santa Cruz e Bangu, há engarrafamento de bicicleta no horário de pico. Parece Amsterdã”, diz o programador Arlindo Pereira, responsável pelo mapa, citando o bicicletário da estação ferroviária de Santa Cruz, que conta com mil vagas (a Supervia, empresa que administra os trens, tem espaço para bicicletas também nas estações Realengo e Bangu, na zona oeste, e Japeri, Engenheiro Pedreira e Saracuruna, na Baixada Fluminense). Os passageiros usam a bicicleta para ir de casa até estação, e fazem o restante do trajeto de trem.

Foram mais de 67 mil acessos desde 2011. A navegação é simples. Os dados enviados pelos usuários, por mecanismos como o Google maps, são comprovados por meio de fotos ou visitas in loco. É possível visualizar não só as ciclovias (espaços só para bicicletas, com separação por meio fio), ciclofaixas (pintadas no chão, sem separação), calçadas compartilhadas (com pedestres), vias compartilhadas (com carros), mas também bicicletários, pontos onde há bicicletas para aluguel, lojas e oficinas. O link é www.ta.org.br/ciclorio.

“É um grande auxílio, uma excelente ferramenta de apoio ao ciclista, principalmente quando fora de seu bairro”, diz o diretor da ONG Transporte Ativo, Zé Lobo, que usa a bicicleta como seu principal meio de transporte desde os anos 1990. “As melhorias na cidade são claramente perceptíveis para quem já pedala há um tempo. Mas o caminho ainda é longo. A cidade tem mais usuários de bicicletas que de metrô ou trens, e somos mais do que o dobro dos usuários de táxis.” A ONG chancela o mapa, a Prefeitura o apoia, por meio do programa “Rio, capital da bicicleta”, e o Itaú o patrocina.

 

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