Mesmo poluído, rio que passa por favela vira opção de lazer no Rio
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Mesmo poluído, rio que passa por favela vira opção de lazer no Rio

Sem outras alternativas próximas, moradores da comunidade do Mandela, na zona norte, mergulham e nadam no rio Jacaré

Fabio Grellet

03 Março 2015 | 17h10

Pela favela do Mandela, na complexo de Manguinhos, na zona norte do Rio, passa o Rio Jacaré, que está visivelmente poluído. Mesmo assim, moradores da comunidade usam o rio para mergulhar em momentos de lazer e calor. Nesta segunda-feira (2), integrantes do Movimento Rio de Paz que estavam na favela registraram o mergulho dado por um adolescente, identificado apenas como Cassiano. Sem outras opções de lazer, ele usa o rio, mesmo poluído.

O hábito é antigo: em 13 de setembro de 2011 o repórter fotográfico do Estadão Fábio Motta já havia flagrado crianças nadando em outro trecho desse mesmo rio, como mostra a foto abaixo:

MANDELA2

Nesta quarta-feira (4), o Movimento Rio de Paz acompanhará cerca de 10 crianças e adolescentes que moram na favela do Mandela em um protesto, às 14 horas, em frente à unidade dos Correios na rua Leopoldo Bulhões para pedir a despoluição do rio Jacaré e a construção de áreas de lazer na região.

Um dos objetivos desse protesto, segundo a Rio de Paz, é mostrar que na cidade que sediará a próxima Olimpíada muitas crianças se banham em águas poluídas. Outro alerta é sobre o destino dessa água poluída, que desemboca na Baía de Guanabara, um dos principais palcos das competições aquáticas da Olimpíada.