Não mudou: grupo volta a praticar roubo no Centro do Rio
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Não mudou: grupo volta a praticar roubo no Centro do Rio

Homem foi roubado por cinco jovens na Avenida Rio Branco no início da tarde; não havia policiamento na região

Marcio Dolzan

18 Janeiro 2016 | 16h02

As obras para implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) parecem estar andando no Centro do Rio. No fim de semana, a Prefeitura fechou (por ora, para sempre), o trecho final da Avenida Rio Branco a fim de acelerar os trabalhos naquela parte que se transformará num boulevard. Nesta segunda-feira, data que marca os 200 dias para início dos Jogos Olímpicos do Rio-2016, a mesma Rio Branco amanheceu sem boa parte das grades que protegiam a instalação dos trilhos no lado oposto ao do boulevard – eles já estão bem instalados. Sim, a principal via do Centro está mudando. O que não muda nela é a ação de menores (e, eventualmente, adultos) que andam em bandos para roubar pessoas pela região.

A cena se repetiu no início da tarde desta segunda. O roteiro é o mesmo de sempre: alguém grita “pega ladrão”, todo mundo olha para um lado e vê um grupo de quatro ou cinco correndo. O que chamou a atenção desta vez é que o grupo de infratores – o menor deles tinha pouco mais da metade da altura do maior – é que eles só correram por duas quadras. Depois, seguiram caminhando normalmente, como se nada tivesse acontecido.

Nesse trajeto, uma pessoa tentou intervir na altura da Rua da Alfândega. Em desvantagem contra cinco, acabou empurrado e torceu o pé. Um vendedor ambulante, que via a cena do outro lado da Rio Branco, reclamou sozinho… da ação do quase-herói solitário. “Quis enfrentar cinco e agora tá aí, com o pé torcido”, disse ele para si mesmo. E, de fato, reagir a esse tipo de ação, ensinam os especialistas e o bom-senso, nunca é aconselhável.

O rapaz que torceu o pé se sentou na frente de um banco até se recuperar, aos olhos de dezenas de pessoas que viam toda a cena ao longo das duas quadras. O que essas pessoas não viram foi policiamento, porque não havia nenhuma viatura, nenhum policial militar e nenhum guarda municipal até onde os olhos dessas pessoas conseguiam ver.

Ano passado, poucos dias após um homem levar vários golpes de faca numa parada de ônibus na mesma região, o policiamento foi reforçado inclusive com a utilização de cavalos. A “operação” durou 10 ou 12 dias. Há duas semanas, novo reforço de policiamento foi feito após a TV mostrar uma série de roubos no Largo da Carioca. Aparentemente, a “operação” também acabou.

Já os roubos, esses não acabam.

Atualização: No fim da tarde, o fotógrafo do Estadão Fabio Motta registrou a movimentação suspeita de grupos pela Rio Branco. Àquela hora, a PM fazia ronda no local e alguns menores foram revistados.

PMs revistam menor em atitude suspeita no Centro do Rio (Foto: Fabio Motta/Estadão)

PMs revistam menor no Centro do Rio (Foto: Fabio Motta/Estadão)