No Rio, roubos de celulares atingem maior índice em 11 anos
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No Rio, roubos de celulares atingem maior índice em 11 anos

Último mês de maio terminou com 930 registros, o maior somatório mensal desde junho de 2004, de acordo com dados do ISP

Carina Bacelar

26 de junho de 2015 | 17h03

As ocorrências de roubos de aparelhos celulares registraram, em maio de 2015, seu maior índice desde junho de 2004 no Estado do Rio. Os 930 casos do mês de maio deste ano só não foram maiores que os 1069 registrados há 11 anos. Na comparação com 2014, o índice subiu 62%. Os dados são do Instituto de Segurança Pública (ISP).

Na cidade do Rio, os registros de celulares roubados aumentaram de 346 para 588 em um ano (69%). O total de roubos (de celulares ou não) na capital fluminense subiu de 6.678 para 6.812 em um ano (mais 2%), enquanto no Estado, como um todo, esse índice caiu de 13.930 para 11.990 (menos 14%). Já a quantidade de roubos a pedestres em todo o Estado do Rio caiu de 7.033 para 5.462, e na capital fluminense de 3.331 para 3.253.

Homem é detido após flagrante de roubo de celular na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca (FABIO MOTTA/ESTADÃO)

Homem é detido após flagrante de roubo de celular na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca (FABIO MOTTA/ESTADÃO)

Muitos casos de roubo sequer entram para as estatísticas. Uma das vítimas dos roubos de celulares, a advogada Taís Roberta dos Santos, tentava registrar a ocorrência no dia 4 de maio na 5ª Delegacia de Polícia (Centro), mas acabou desistindo por causa da longa fila que encontrou na unidade. Na ocasião, contou que fora roubada na Rua do Ouvidor por um homem armado, que levou seu celular e chegou a mandar mensagens para suas amigas por meio do aplicativo WhatsApp. “A gente procura viver em na cidade em paz mas está difícil”, contou, admitindo estar assustada com a quantidade de roubos no centro.

No início de junho, o Governo do Rio anunciou novas regras para o registro de roubos e furtos de celulares nas delegacias do Estado. Quem tiver o aparelho roubado ou furtado pode desde então bloqueá-lo no momento em que comunicar a ocorrência, já que será incluído no registro o código IMEI utilizado para identificar os aparelhos.

“Eu achei muito surpreendente que tenha caído o número de roubos de rua e aumentado o de celulares. Se for isso mesmo, a interpretação seria que celulares novos de ultima geração estão chamando a atenção e concentrando esse tipo de ocorrência”, avalia o sociólogo e coordenador do Laboratório de Análise da Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Ignacio Cano.

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