Ponte Rio-Niterói é reaberta após três horas de protesto
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Ponte Rio-Niterói é reaberta após três horas de protesto

Pelo menos 300 trabalhadores de empresa que presta serviço à Petrobras interromperam o trânsito na ponte

Sergio Torres

10 de fevereiro de 2015 | 14h25

A ponte Rio-Niterói foi liberada para trânsito às 13h50 após protesto de cerca de 300 trabalhadores nas obras do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), em construção na cidade de Itaboraí, na região metropolitana. Os manifestantes interditaram a pista sentido Rio por volta das 10h30, a partir do vão central, ponto mais alto da ponte, a 70 m de altura em relação ao nível do mar.

Após saltarem no vão central dos seis ônibus em que viajavam, os operários seguiram  a pé pela ponte em direção ao Rio, uma caminhada de cerca de 10 km sob sol intenso – a temperatura, de acordo com o site Climatempo, era de 36 graus Celsius no fim da manhã e início da tarde.

O trânsito sentido Rio foi totalmente interrompido, o que causou engarrafamentos enormes nos municípios de Niterói e São Gonçalo. A pista sentido Niterói também foi afetada até que, por medida de segurança, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) determinou à concessionária CCR a interdição total da ponte, que tem 14 km de extensão.

Trabalhadores protestaram contra o desemprego (Foto: Fábio Motta)

Trabalhadores protestaram contra o desemprego (Foto: Fábio Motta)

Os manifestantes chegaram ao Rio às 13h30, pela descida sentido centro. A intenção deles é seguir em passeata até a sede da Petrobras, na avenida Chile, centro carioca. No momento, passam pela rodoviária Novo Rio, em São Cristóvão, bairro da zona norte.

O protesto foi organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores Empregados nas Empresas de Manutenção e Montagem Industrial do Município de Itaboraí (Sintramon). A decisão de caminhar pela ponte foi tomada durante assembleia realizada de manhã em Itaboraí. Os manifestantes são empregados da firma Alumini Engenharia, que atua na construção do Comperj, cujas obras são investigadas pela Operação Lava-Jato.

 

 

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