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PSOL quer expulsar Daciolo por defender PMs do caso Amarildo

Parlamentar diz que policiais estão presos 'por um crime que não cometeram'; executiva do partido no Rio pede que seja expulso

Redação

20 Março 2015 | 13h13

Menos de duas semanas após anunciar que apresentaria uma proposta de emenda para que a Constituição do Brasil afirme que “todo poder emana de Deus”, o deputado federal Cabo Daciolo (PSOL-RJ) envolveu-se em nova polêmica. O parlamentar, que é bombeiro da reserva, fez um pronunciamento na Câmara defendendo os policiais militares processados no processo que apura responsabilidades pelo assassinato do auxiliar de pedreiro Amarildo de Souza, ocorrido há dois anos. O discurso causou reação do PSOL do Rio: a executiva do partido se reuniu na noite da quarta-feira (19) e decidiu pedir à direção nacional da legenda a expulsão do deputado.

“Vinte e cinco militares respondendo por um crime que não cometeram. Doze desses estão presos, e um faleceu dia 13. (…) Quero deixar bem claro, vamos solicitar a presença do Direitos Humanos da Presidência da República”, discursou o deputado, anunciando que visitará os presos no cárcere.

Amarildo de Souza foi sequestrado, torturado e assassinado por policiais na Rocinha, na zona sul fluminense, em 2013. A pergunta “Onde está Amarildo?” foi uma das palavras de ordem das manifestações de junho daquele ano. Elas tiveram amplo apoio do PSOL e foram muito fortes no Rio, onde causaram a queda na popularidade do então governador Sérgio Cabral Filho (PMDB). Uma investigação da Polícia Civil apurou os nomes os policiais militares acusados do crime.  Os PMs alegam inocência. O corpo nunca apareceu.

Na polêmica sobre a Constituição, Daciolo, que liberou a greve dos bombeiros de 2011 no Estado e é evangélico, recuou depois de pressionado pelos colegas da bancada. Ele decidiu não apresentar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que anunciara.

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