Repórter do ‘Estado’ é homenageada por cobertura de saúde
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Repórter do ‘Estado’ é homenageada por cobertura de saúde

Jornalista Clarissa Thomé, da Sucursal do Rio, recebeu homenagem do Inca por matéria sobre transplante de medula óssea

Redação

12 de junho de 2015 | 13h11

A jornalista Clarissa Thomé, de O Estado de S.Paulo, foi homenageada nesta sexta-feira, 12, pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), em evento promovido pelo Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), no Rio. Repórter da Sucursal do Rio, Clarissa é a autora do texto Dados desatualizados em cadastro prejudicam quem precisa de doação de medula óssea, publicado na edição de 8 de abril deste ano e homenageado pela entidade.

Jornalista Clarissa Thomé recebe homenagem do Inca (Foto: Fábio Motta/Estadão)

Jornalista Clarissa Thomé recebe homenagem do Inca (Foto: Fábio Motta/Estadão)

Terceiro maior banco de medula óssea do mundo, atrás dos Estados Unidos e da Alemanha, o Redome reúne informações sobre 3,6 milhões de pessoas. No entanto, entre 30% e 35% não atualizaram seus endereços e contatos, o que dificulta a localização dos potenciais doadores.

Quando um paciente precisa de doação de medula óssea, a equipe do Redome analisa seu banco de dados em busca de um doador compatível, com base nas características genéticas de uma pequena quantidade de sangue do voluntário. O potencial doador recebe, então, um contato telefônico, por e-mail ou telegrama, para dar início ao processo.

Foi o que ocorreu em 2010 com o biólogo Francisco Vardiero, de 34 anos, que cinco anos após ter feito o cadastro, recebeu ligação da equipe do Redome para fazer a doação da medula óssea. “Fiz alguns exames e consultas complementares e, após algumas semanas, fiz a doação no Inca. Foi um procedimento simples e seguro, não dói e ninguém deve ter medo”, afirmou. Vardiero fez a doação sem ter nenhuma informação sobre o receptor. “Tive orgulho de saber que estava ajudando alguém sem ganhar nada em troca”, disse.

Doador e receptor de medula óssea se encontram pela 1ª vez (Foto: Fábio Motta/Estadão)

Doador e receptor de medula óssea se encontram pela 1ª vez (Foto: Fábio Motta/Estadão)

Somente nesta sexta-feira aconteceu o encontro entre Vardiero e Matheus de Miranda Correia, de 10 anos, recuperado de uma leucemia mielóide aguda graças à doação. “Ele é muito bacana, adorei conhecê-lo”, afirmou Matheus. Pela primeira vez no Rio, o garoto de Belém (PA) estava ansioso também para visitar o Cristo Redentor. “Fiquei muito melhor [depois do transplante]. Agora tomo banho de piscina, vou para a escola, sou livre para fazer o que quiser”, disse.

Sem o transplante, Matheus tinha apenas 20% de chances de sobreviver à enfermidade. Mesmo depois de receber a doação, ele ficou três meses internado na UTI, com diversas complicações. “Ele chegou a ser desenganado pelos médicos. Mas foi essa reação forte que resultou na cura dele, como se fossem as células do doador combatendo a leucemia”, disse Angelita Miranda Correia, 36 anos, mãe da criança. “Na época, tive que ser forte, raspei a cabeça quatro vezes para acompanhá-lo. Hoje, quando me lembro, às vezes não acredito que passei por tudo isso”, contou.

O encontro entre doadores e receptores de medula óssea sempre é intermediado pela equipe do Redome. Só pode ocorrer após o prazo mínimo de 18 meses depois do transplante e quando ambas as partes demonstram interesse.

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