De 1808 até hoje, livro conta história iconográfica dos transportes no Rio
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De 1808 até hoje, livro conta história iconográfica dos transportes no Rio

Redação

04 Novembro 2016 | 17h02

Uma história iconográfica verdadeira – mas baseada em uma narrativa ficcional – dos transportes no Rio de Janeiro desde 1808, ano da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil, até os dias de hoje, é o que promete o livro A Costura da Cidade – A Construção da Mobilidade Carioca, de Antônio Edmilson Martins Rodrigues. Com 159 imagens dos Arquivos Geral da Cidade e Nacional, Biblioteca Nacional, Fundação Casa de Rui Barbosa, institutos Moreira Salles e Pereira Passos e da Rio Trilhos, a obra do historiador, escritor e professor da PUC-Rio, mescla história e ficção para acompanhar 200 anos de desenvolvimento urbano da cidade.

O eixo da narrativa é a trajetória de uma família fictícia cujas sucessivas gerações vivem a abertura das vias do Rio, a ocupação das áreas da cidade e as transformações provocadas, no espaço público e também na vida cotidiana, a cada novo invento de transporte. O livro está sendo lançado pela Editora Bazar do Tempo, a R$ 90.

“Hoje, temos o skate e as bicicletas como modos de locomoção bastante contemporâneos, alternativas individuais que levam as pessoas de um lugar a outro. Na Orla Conde, muitos andam a pé entre a Praça XV e a Praça Mauá, forma bastante particular de percorrer a cidade. Destaco que é importante que a população, hoje com 6 milhões de habitantes, repense a mobilidade, principalmente pelos transportes coletivos”, diz Rodrigues.

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Restaurante da barca que ia para Porto Mauá/Museu Imperial – Arquivo Histórico

Professor universitário e especialista na história do Rio de Janeiro, o autor comemora as recentes transformações na área. “Ficou mais fácil chegar e sair da Barra da Tijuca, para onde o Rio está se expandindo. Demos uma arrancada. Nossa cidade só passou a ter metrô nos anos 1970, enquanto Buenos Aires, por exemplo, dispõe desde o final do século XIX”. Ele lamenta que os trens atualmente transportem muito menos passageiros que o fazia em seu auge, nos anos 1980. “Os nove ramais da Rede Ferroviária foram fundamentais para a integrar o Centro com os subúrbios e o interior do Estado”.

Nas 280 páginas do livro também há charges e anúncios publicados em jornais de antigamente e de coleções particulares. Do transporte mais primitivo como cadeirinhas ou bicicletas aos modernos Metrô, Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e, de novo, as bikes.

“A partir da história da mobilidade urbana do Rio, o livro acaba por revelar temas preciosos da cidade, como desenvolvimento urbano, costumes, cultura. A ideia foi, assim, apresentar um panorama do Rio em seu caráter essencialmente mesclado: histórias que se cruzam, territórios que se ampliam, tempos que são ecos de uma mesma trajetória. Mas a história só teria relevância se mostrasse seus efeitos na vida das pessoas. Por isso optamos por um texto que mostrasse os reflexos das mudanças em personagens da cidade e convidamos a Valda Nogueira para encarnar esse sentido do permanente movimento carioca – apresentando o contexto contemporâneo dessa história que continua em curso”, sublinha Ana Cecilia Impellizieri Martins, editora do livro.

Serviço:

A Costura da cidade – A história da mobilidade carioca
Editora: Bazar do Tempo
Autor: Antonio Edmilson Martins Rodrigues
280 páginas
R$ 90,00

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