Rio cria nova área de conservação para proteger Paraíba do Sul
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Rio cria nova área de conservação para proteger Paraíba do Sul

Serão 12 mil hectares no entorno do rio, que abastece a Região Metropolitana e é crucial para a segurança hídrica do Estado

Roberta Pennafort

03 de junho de 2015 | 18h34

O governo do Rio aumentou em 16 mil hectares a área protegida no entorno do rio Paraíba do Sul, principal fonte de abastecimento de água para a Região Metropolitana e cuja preservação é considerada crucial para a segurança hídrica no Estado. Nas margens do Paraíba, foi criado o primeiro Refúgio de Vida Silvestre estadual, numa área de 12 mil hectares que abrange 13  municípios do Médio Paraíba, e ampliado o Parque da Concórdia, criado em 2002 no município de Valença, em quase seis mil hectares (eram 804 hectares).

Aproveitando a Semana do Meio Ambiente, foi lançada também a segunda edição do Atlas das Unidades de Conservação do Estado do Rio, revista depois de 14 anos do lançamento da primeira versão. O Atlas lista 52 unidades de conservação estaduais e federais, que representam 34% da área do Estado e abrangem florestas, restingas, manguezais e praias.

Com 172 páginas e textos em português e em inglês, o Atlas apresenta belas fotografias e informações sobre os ecossistemas. Em 2001, a publicação foi o primeiro inventário dos dados de localização, base legal, características físicas e informações sobre ecossistemas preservados.

 

Parque da Concórdia está sendo ampliada (Foto: Luiz Claudio Marigo)

Parque da Concórdia está sendo ampliado (Foto: Luiz Cláudio Marigo)

 

O Refúgio – categoria de unidade de conservação criada com o objetivo de resguardar ambientes naturais onde existam espécies de flora e fauna residentes, e que pode ser constituída por áreas particulares, sem necessidade de desapropriação – vai garantir, segundo a Secretaria Estadual do Ambiente, a reprodução de espécies ameaçadas de extinção, como o cágado-do-paraíba e o surubim-do-paraíba.

É uma região que estava vulnerável, segundo o secretário André Corrêa. “Por incrível que pareça, nosso principal manancial não conta com áreas protegidas. Nosso objetivo está dentro do conceito do pacto pela água. Somos cobrados pela despoluição da Baía de Guanabara, mas temos de nos preocupar também com o Paraíba do Sul, que é a fonte da água que bebemos. Precisamos proteger nossas nascentes, inclusive com reflorestamento.”

 

 

 

 

 

 

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