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Rio pede R$ 365 milhões à União para tentar conter crise hídrica

Estado já cogita redução da vazão da bacia do Rio Paraíba do Sul, como recomenda a Agência Nacional de Águas

Roberta Pennafort

09 de fevereiro de 2015 | 17h02

O governo do Rio pediu R$ 365 milhões à União para realizar obras que garantam a segurança hídrica do Estado no médio e longo prazo,  e que incluem a ampliação de uma barragem no rio Guapiaçu, na Região Serrana, e uma intervenção no Norte do Estado para viabilizar a reserva de água da chuva. Já é cogitada pelo governo a diminuição da vazão da bacia do Rio Paraíba do Sul de 140 mil litros por segundo para 110, confirme cogita a Agência Nacional de Águas. No dia 30, o governador Luiz Fernando Pezão havia dito que a redução representava risco  de desabastecimento para a capital e a Região Metropolitana do Rio.
Em reunião entre a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, Pezão e representantes do setor ambiental e de águas das duas esferas, foi discutida uma nova medida emergencial para a crise hídrica no Rio: a construção de um dique na área da foz do Rio Guandu, que barre a chegada da água salgada e facilite a captação feita pelas quatro grandes empresas da região.
Sobre os R$ 365 milhões, a ministra disse que são obras importantes e que o pedido será avaliado pelo Ministério do Planejamento. Ela ressaltou que, diferentemente do que ocorre em São Paulo, as medidas no Rio são “preventivas”. “Tem água, mas não para sempre”.
O secretário fluminense do Ambiente, André Corrêa, destacou que não há motivo para “terrorismo”. “O governo tem a clareza da gravidade da situação. Mas está encarando como uma oportunidade de se ter segurança hídrica para o futuro, para que nunca mais a gente tenha que passar por isso. Não podemos gerar pânico e terrorismo, as pessoas não precisam fazer reserva em casa.” Segundo Corrêa, não é possível afirmar quando a vazão do Paraíba do Sul será reduzida, mas ressaltou que isso será feito gradualmente. “A gente vai perseguir (a marca) dos 110, e escalonar o prazo”.

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