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Secretarias de Saúde e hospitais fecham ação anticrise no Rio

Sem dinheiro, Estado, prefeituras, institutos federais e hospitais universitários criam grupos de trabalho e combinam colaboração

Redação

18 de dezembro de 2015 | 15h50

Representantes das secretarias de Saúde do Estado do Rio e das prefeituras de Niterói, São Gonçalo, Nova Iguaçu, Duque de Caxias e da capital fluminense, além de hospitais e institutos federais e hospitais universitários, acertaram nesta sexta-feira (18) uma estratégia para enfrentar a crise das unidades públicas do setor da Região Metropolitana.

No encontro, ficou combinada a criação de uma sala de situação, com representantes dos três entes da federação. Também foram criados grupos de trabalho por áreas temáticas para atuar em estratégias de logística e de assistência, inclusive regulação, insumos e serviços. Os participantes do encontro expuseram suas dificuldades e disponibilidades para que possam colaborar umas com as outras.

Com a falta de recursos federais e estaduais, hospitais e postos de saúde do Rio de Janeiro passaram a viver uma rotina de privações. Há relatos de falta de medicamentos e de atraso nas refeições dos pacientes, devido à falta de pagamentos para funcionários terceirizados. Os médicos do Rio Imagem, sem pagamento, apresentaram suas demissões.

Na quinta-feira (17), em reunião com o secretário em Brasília, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, anunciou que transferirá nos próximos dias o pagamento integral dos recursos para Média e Alta Complexidade (MAC). Eles são usados como complemento no custeio de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais. A medida vai favorecer os 92 municípios do estado, além das unidades estaduais.

Para o Rio de Janeiro, a previsão é que o montante fique em torno de R$ 45 milhões. Até o dia 30, a previsão é que haja antecipação de R$ 15 milhões e, já na primeira quinzena de janeiro, mais R$ 30 milhões.

Também na quinta-feira (17), foi publicado no Diário Oficial o Decreto 45.505. O texto trata da alocação de PMs e bombeiros, além de insumos e equipamentos, para atender às unidades da rede estadual de saúde. A mudança estará em vigor no período de 18 de dezembro de 2015 e 07 de janeiro de 2016.

A medida já foi usada de maneira informal, em outras situações, em casos pontuais. Trata-se de um plano de contingência para enfrentar o período de festas de fim de ano. O objetivo é garantir o atendimento e a prestação de serviços de saúde à população.

 

 

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