Veja o surpreendente passeio de um carcará em pleno centro do Rio
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Veja o surpreendente passeio de um carcará em pleno centro do Rio

Ave conhecida pela agressividade pousou na janela do 20º andar de um prédio na esquina das avenidas Rio Branco e Presidente Vargas

Luciana Nunes Leal

03 Março 2015 | 14h09

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Pouco antes das 10h desta terça-feira, o fotógrafo do Estado Fábio Motta captou o inesperado passeio de um carcará no meio do caos do centro do Rio, tomado por máquinas e tapumes de obras de todos os tipos.

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O flagrante foi feito quando o pássaro pousou na janela da redação do Estado, no vigésimo andar de uma das esquinas mais movimentadas da cidade, as avenidas Rio Branco e Presidente Vargas.

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Depois de alguns segundos, o carcará voou entre os prédios comerciais.

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Conhecido por comer tudo o que vê pela frente, o carcará é também chamado de caracará, onomatopeia para o som que emite (“cará, cará”), carancho, caracaraí e gavião de queimada. O habitat são campos, cerrados, borda de matas e também centros urbanos. Mede cerca de 55 centímetros da cabeça à cauda e 120 centímetros de envergadura. Tem uma espécie de solidéu preto na cabeça e pelo bico adunco e alto.

Oportunista, come animais vivos ou mortos, restos de comida, vísceras. Caça lagartos e cobras, “rouba” filhotes de outras aves e se une a outros carcarás para matar presas maiores. Também ataca filhotes recém nascidos como cordeiros (também chamados burregos) e outros animais.  Em 1965, a música ‘Carcará’, de João do Vale e José Cândido, gravada por Maria Bethânia, destaca a “maldade”  com as presas e o hábito do pássaro de caçar em queimadas.

Carcará
João do Vale / José Cândido

Carcará
Lá no sertão
É um bicho que avoa que nem avião
É um pássaro malvado
Tem o bico volteado que nem gavião
Carcará
Quando vê roça queimada
Sai voando, cantando,
Carcará
Vai fazer sua caçada
Carcará come inté cobra queimada
Quando chega o tempo da invernada
O sertão não tem mais roça queimada
Carcará mesmo assim num passa fome
Os burrego que nasce na baixada
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que home
Carcará
Pega, mata e come
Carcará é malvado, é valentão
É a águia de lá do meu sertão
Os burrego novinho num pode andá
Ele puxa o umbigo inté matá
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que home
Carcará

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