A dança dos espíritos em Brasília

A dança dos espíritos em Brasília

Morris Kachani

18 Julho 2018 | 17h43

“Dois políticos poderosos têm negócios juntos. Um deles, pressionado pela polícia, grava o parceiro, acabando com sua carreira política. Essa não é uma relação que se refaz em 5 ou 10 anos: vai levar 700, às vezes 2000 anos para a relação se refazer. Esses caras vão continuar encarnando e se batendo”.

 “Falamos muito dos políticos e esquecemos os empresários e os executivos – pessoas que fazem de tudo pelo bônus. E justificam sua corrupção. ‘Ah, mas se eu não vender sem a nota não consigo vender’. ‘É impossível operar no Brasil’. Talvez seja. Então vamos mudar o Brasil!”

“Não é possível estar bem sozinho. Grades e carros blindados não vão me proteger. Posso ter dinheiro, mas não vou ser feliz. Enquanto todos não formos relativamente equilibrados e felizes, não há felicidade possível”.

 “A diferença entre o indivíduo que está na prisão, o corrupto, e eu, é mínima. Nós, aqui encarnados, ainda estamos tão pouco evoluídos que para fazermos uma bobagem é muito rápido”.

 “Se você pensar, a história da humanidade e do Brasil é, hoje, muito melhor do que foi no passado: presídios europeus estão sendo fechados por falta de presidiários, as pessoas estão deixando de fumar, há discussões sobre o porte de armas nos EUA, toda a discussão sobre sexualidade e liberdade de optar pelo gênero que se queira. Tudo está evoluindo”.

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Quando eu conheci o Alexandre Caldini, hoje um autor best seller que escreve sobre espiritismo, ele era diretor executivo da revista Exame. Depois, viria a saber, foi CEO do grupo que edita o jornal Valor Econômico e depois ainda, presidente do Grupo Abril.

Eu nutria simpatia por ele – quando nos conhecemos, em um tempo em que a árvore do Grupo Abril ainda era frondosa, dirigia o núcleo das revistas femininas, e nos eventos corporativos mil dos quais ambos participávamos, encontrava na reluzente e sempre propositiva figura do Caldini um contraponto sensível à cultura vigente.

À parte, sempre fui simpatizante do espiritismo, talvez porque esta seja uma filosofia que simplesmente devolve a responsabilidade para o sujeito.

No Brasil, são entre 4 e 5 milhões de adeptos, o que faz de nós a maior nação espírita do mundo.

Foi quando li uma resenha elogiosa do Marcel Souto Maior sobre o último livro de Caldini – “A Vida na Visão do Espiritismo”, pela editora Sextante -, que decidi procurá-lo. O primeiro, “A Morte na Visão do Espiritismo”, vendeu mais de 60 mil exemplares.

Acabei lendo os dois livros. Não chegam a ser literatura de altíssimo nível, mas inegavelmente se tratam de obras referenciais e mais que isso, a leitura me fez bem. Não apenas por ilustrarem o significado da teoria espírita, pela qual tinha curiosidade, como também e principalmente, pelo alcance que ela pode ter na nossa vidinha do dia a dia.

Mas o que eu queria mesmo era conversar sobre o momento delicado que o país atravessa, e como o espiritismo poderia iluminar este trajeto sombrio… Bem ou mal, Caldini circulou pelos corredores do poder e poderia falar sobre “o que está aí” com alguma propriedade…

O que você acha que está no Inconsciente Coletivo do brasileiro hoje e como a visão do espiritismo pode colaborar?

Nós somos espíritos. Espíritos são criações divinas. Em algum momento Deus cria o espírito e a partir daí o espírito só evolui. Evolução pressupõe uma série de experiências. Experiências são a história da humanidade, que – no meu entendimento – você chama de “inconsciente coletivo”.

A cada encarnação, nós chegamos com todo um histórico, não com uma folha em branco. Nós já chegamos com uma carga de pré-conceitos, coisas que nós aprendemos ao longo da história da humanidade.

E a história da humanidade não é uma história linda. Achamos que hoje tudo está muito complicado, e realmente está, mas por ignorância esquecemos de um passado que vivemos e que foi igualmente complicado. Nós invadíamos tribos, estuprávamos, aprisionávamos, torturávamos, matávamos. É essa a história da humanidade que vem conosco. Se acreditamos em reencarnação, acreditamos que vivemos esse passado.

E o brasileiro em particular?

Não sei se concordo com o que o espiritismo fala sobre o brasileiro. Chico Xavier diz que somos a nação que vai fazer a redenção da humanidade, fazendo a virada de Prova e Expiação (onde o mal prepondera) para a Regeneração (onde o bem prepondera). Acho meio arrogante.

Mas, ainda que eu ache arrogante falar que o Brasil é o país redentor da humanidade no sentido moral, o nosso povo abraça as pessoas, acolhe os estrangeiros. Nós somos cordiais – ainda que, às vezes, essa seja uma cordialidade falsa, há um jeito de ser do brasileiro que não é o do europeu, que não é o do asiático. Então, talvez tenha alguma coisa aí. Nós temos uma identidade nacional bastante afável, amistosa.

O espiritismo fala que muitos dos espíritos encarnados na França no século passado, retrasado, estariam agora reencarnando aqui, e trouxeram todas as ideias do Iluminismo pra cá. Pode ser. Porque o espiritismo floresceu mesmo aqui; na França é algo mínimo, tocado por brasileiros, assim como no resto do mundo.

Hoje em dia não é bem isso que está acontecendo…

A questão política está mais agressiva. Esse momento específico é muito complexo, mas, claro, é também muito positivo. Pois é um momento histórico de alerta e de mudança do modo de pensar.

O passado brasileiro também é cheio de mazelas.

Sim. Os portugueses trucidando os nativos, a Guerra do Paraguai, a ditadura militar, a injustiça social desde sempre. Aqui tem muito sangue, mas nós esquecemos esse nosso passado.

Os espíritos passaram por esses lugares todos?

Seguramente. Há diversos espíritos encarnados no Brasil de agora que já haviam encarnado antigamente no país e que passaram por tudo isso. Assim como há espíritos que vieram de outros países e até de outros planetas, que estão pela primeira vez encarnando na Terra.

O que existem são os grupos afins de espíritos. Em uma família, por exemplo, pelo menos alguns de seus membros já conviveram entre si em outras encarnações. E eles voltam, normalmente, para reatar algo que não ficou muito arrumado. Ou ao contrário: aquelas pessoas se deram tão bem anteriormente que voltam juntas como marido e esposa ou mãe e filho – sempre para agir pelo bem da humanidade.

Existem mais espíritos do que gente?

Existem bem mais desencarnados do que encarnados. Mas, vale lembrar que as encarnações não acontecem apenas na Terra. Há espíritos encarnando em outros planetas, também. Sendo que as encarnações nesses outros lugares não seguem, necessariamente, o nosso perfil de mãos, braços, olhos. Há orbes muito mais avançadas e outras muito mais atrasadas do que a Terra. Daí o sentido daquela fala de Jesus: “Há muitas moradas na casa de meu Pai.”

Acho que eu te procurei porque estava com uma dúvida. Outro dia li um texto do Umberto Eco, que dizia que a história se repete, primeiro como farsa, depois como tragédia.

No meu entender, a história se repete enquanto não aprendemos com a história.

Sem nunca ter estudado espiritismo, sempre tive uma visão evolutiva da vida. De repente, nos deparamos no Brasil com aquele slogan do “20 anos em 2”. Regredimos tanto assim?

Isso é no curto prazo. São ciclos que vem e que vão. Mas, se você pensar, a história da humanidade e do Brasil é, hoje, muito melhor do que foi no passado: presídios europeus estão sendo fechados por falta de presidiários, as pessoas estão deixando de fumar, há discussões sobre o porte de armas nos EUA, toda a discussão sobre sexualidade e liberdade de optar pelo gênero que se queira. Tudo está evoluindo. É que nós olhamos no curto prazo e se desespera.

Essa pode ser uma explicação para o que está acontecendo. Estamos nos repetindo até melhorarmos.

Não há punição na visão do espiritismo, há aprendizado. Deus permite que você sinta pela dor e ache o caminho.

A autoestima do brasileiro anda muito em baixa…

Porque estamos olhando no curto prazo. O que são 7 mil anos na história da humanidade? Nada. O que são 200 mil anos? Ainda não é nada. Mas, nós só conseguimos analisar o período de vida encarnado e, então, dizemos que nada aconteceu em 10 anos. E daí?

E a pressão econômica que todos estamos vivendo?

Isso nos faz desenvolver a inteligência. Como sair dessa situação? Como se manter equilibrado? Se estamos nesse país, nesse momento histórico, é porque deve haver uma razão.

É delicada a escolha de deixar o país quando a coisa não vai bem…

É uma ilusão achar que a pessoa será feliz na grama do vizinho. Ela não será feliz. Primeiro resolvamos os problemas no nosso quintal, se não a pessoa os levaremos conosco, e seguiremos sendo infelizes.

O que é a corrupção?

Corrupção é a nossa ignorância, é nossa imperfeição. É qualquer coisa que não seja o caminho do equilíbrio, da paz, do progresso, do querer o bem do outro. A diferença entre o indivíduo que está na prisão, o corrupto e eu, é mínima. Nós, aqui encarnados, ainda estamos tão pouco evoluídos que para fazermos uma bobagem é muito rápido.

O que é a evolução?

A evolução é isso: o primeiro é você, não sou eu. Deixe-me cuidar de você. Quando todos no meu entorno estiverem bem, eu estarei bem. Não é possível estar bem sozinho. Grades e carros blindados não vão me proteger. Posso ter dinheiro, mas não vou ser feliz. Enquanto todos não formos relativamente equilibrados e felizes, não há felicidade possível.

E esse extremismo batendo à nossa porta?

É um jeito obtuso de enxergar o mundo. Eu sou atrasado a ponto de não enxergar o espaço e a visão do outro – que, talvez, eu até discorde, mas nem por isso se torna injusta.

Eu ainda estou sob o impacto da ideia de que partiria do Brasil a evolução moral. Essa crença é um pouco impressionante.

Eu tenho um pé atrás com ela, como eu disse. Mas, se formos pensar do ponto de vista religioso, tolerante; nós somos isso, tolerantes, compreensivos. Talvez seja esse o caminho.

O mundo do poder é muito perigoso?

O mundo do poder, do dinheiro, dos negócios é fascinante, encantador e perigoso. Sempre é. Falamos muito dos políticos e esquecemos os empresários e os executivos – pessoas que fazem de tudo pelo bônus. E justificam sua corrupção. “Ah, mas se eu não vender sem a nota não consigo vender”. “É impossível operar no Brasil”. Talvez seja. Então vamos mudar o Brasil!

Você acha que em Brasília é pior?

Talvez um pouco mais, pelo ambiente. Eu adoro Brasília, mas é um ambiente onde o poder, a vaidade, o orgulho, mais até do que o dinheiro, estão muito presentes.

Mas em São Paulo, também. Não nos iludamos.

O Lula viveu muita coisa.

Todos esses políticos. A vida deles é muito intensa, cheia de negociações, negociatas, ódios, amores, paixões. É um prato cheio.

E o Sergio Moro?

Ele está sendo endeusado pela sociedade. Isso é um perigo enorme para o ego do sujeito. Precisamos tomar um cuidado gigantesco com o orgulho, a vaidade e o egoísmo. Receber elogios é bom, mas é preciso ter cuidado ao ser elogiado e não perder o pé, não começar a se achar “o cara”.

O que vai ser dos espíritos dessas pessoas?

Sempre se dá um passo. Sempre há aprendizado. Veja um desses políticos corruptos, por exemplo. O cara pintou e bordou, fez horrores. Mas, em algo ele evoluiu. Ou, no mínimo, ele ficou estabilizado, não piorou. É possível agir bem o tempo todo? Talvez, não. É possível ser bom o tempo todo? Talvez, não. Mas, a vontade é sempre importante.

Picaretas desencarnados são os espíritos obsessores?

Um exemplo: você e eu somos sócios. Eu aplico um golpe, fico com todo o dinheiro e deixo você na miséria. Você vai gostar de mim? Claro que não. Eis que você ou eu desencarnamos. Algo mudou? Você me perdoou? Não. Então, há uma obsessão: pendências de desafeto entre duas pessoas. Ambos podem estar encarnados, desencarnados ou um estar encarnado e o outro desencarnado.

Outro exemplo contemporâneo: dois políticos poderosos que têm negócios juntos. Um deles, pressionado pela polícia, grava o parceiro acabando com sua carreira política. Essa não é uma relação que se refaz em 5 ou 10 anos: vai levar 700, às vezes 2000 anos para a relação se refazer. Esses caras vão continuar encarnando e se batendo. Isso é obsessão.

Você leva junto. Não resolveu a relação, ela continua ruim. Fica prisioneiro do sentimento de ódio.

Como fazer para estar bem?

Vigilância constante. Identificar o que aconteceu, voltar e corrigir. Nunca devemos perder a sensibilidade. Identificar-se com a dor alheia é fundamental e é parte necessária do ser humano. Eu sinto incômodo em ver pessoas largadas na rua? O que posso fazer? Posso ajudar? Posso. Porque apenas indignar-se, sem reagir, é inócuo. Agora, cada indivíduo age de um jeito. Escrever livros é o meu modo de agir. É pouco? Sim, mas é o que dou conta de fazer agora. Cada um de nós encontra o seu jeito de agir. Mas, antes de tudo, temos de resolver as questões da família. Não adianta dar sopa para os pobres na praça e continuar brigado com a cunhada, odiar o irmão, ter mal relacionamento com o pai.

É sempre o mesmo espírito encarnando? São várias encarnações em uma só vida?

Exatamente. É uma só vida. O espírito vai “trocando de apartamento”. Se o apartamento está ficando ruim, com rachaduras, infiltrações, é hora de ir atrás de um imóvel novo. Mas, o espírito é o mesmo. E ao desencarnar não se muda, não se vira santo. Se encarnado o indivíduo era um picareta, então desencarnado ele continuará um picareta. A melhora acontece aos poucos, não aos saltos.

Qualquer pessoa pode ser espírita?

O espiritismo é trabalhoso, pois é uma teoria que devolve a responsabilidade para o sujeito. Agora, o que cada um vai fazer com isso? É diferente de frequentar uma igreja que diz o seguinte: “Pague uma quantia e seus problemas acabam. Nosso deus é muito forte”. Não há isso no espiritismo. Não há redenção por pagamento ou por oração. Só há melhora pela mudança do modo de cada um agir. Eu considero algo maravilhoso, porque dá uma autonomia espetacular.

Não há solução milagrosa. No centro que eu frequento, tiramos o “passe” faz uns vinte anos, já. Porque a pessoa pinta e borda, faz miséria, e vai no centro tomar um “passe” como se estivesse tomando um comprimido. O “passe” não é isso. O indivíduo vai ao centro, escuta a conversa, pensa sua vida, toma suas decisões e melhora a si mesmo. Não existe milagre.

Não acho que o espiritismo seja uma religião, porque o sujeito pode ser de qualquer religião ou nenhuma e está tudo certo.

O espírito encarnado das pessoas que estão em um lugar como a Cracolândia. Como explicar?

Não existe acaso e não existe erro. O indivíduo encarna onde precisa encarnar. Agora, há o livre-arbítrio, que é a grande questão do espiritismo. Cada um faz o que quiser: mata, estupra, aborta. Mas, é inexorável assumir as consequências – as boas e as ruins.

A pessoa que vive na Cracolândia também tem o livre-arbítrio. Acontece que há atenuantes e agravantes. É muito mais compreensível que lá esteja alguém que teve uma vida ferrada, que sofreu na infância, que cresceu sem pai nem mãe, do que quando esse alguém é uma pessoa que teve uma vida boa e escolheu ir pra lá. Agora, as decisões são sempre do indivíduo.

Esses espíritos são mais ou menos evoluídos?

A evolução caminha em duas vertentes: uma moral e outra, intelectual. Então, o sujeito pode ser muito avançado intelectualmente, mas nem tanto moralmente. Todos somos responsáveis pelo que causamos. Todas as pessoas têm o livre-arbítrio.

Como você vê a questão da solidão?

Não existe solidão. Quando a pessoa está bem consigo mesma, essa companhia é maravilhosa. Há as complicações práticas da solidão, mas é possível ser uma boa companhia de si mesmo em qualquer lugar. Eu sinto muito por gente que não consegue ser amigo de si mesmo.

E o medo da morte?

Vamos pensar no seguinte: nós somos espíritos, temos uma só vida e várias encarnações. Ao encanar aqui e agora, deixamos muitos amigos no plano espiritual que gostam e torcem por nós. Eles nos olham ao longo da nossa trajetória. Quando voltamos para lá, eles comemoram, ficam felizes com o reencontro. É isso. Então, nós choramos a morte aqui e os nossos amigos comemoram o nosso nascimento lá. Nós comemoramos o nascimento aqui e os nossos amigos choram a nossa partida de lá.

O João de Deus é espírita?

Essa é uma questão polêmica. Ele disse para mim que é espírita. Eu não acho que ele seja. Eu diria que ele é um pouco de tudo. Há práticas dele que não são espíritas. Por exemplo, usar um triângulo em que as pessoas colocam a mão e rezam ao redor. Isso não é espiritismo. E em Abadiânia, há uma série de imagens de pessoas. O espiritismo não preza a imagem de ninguém -no máximo, a de Jesus. Nem o Allan Kardec é endeusado e o Chico Xavier não deveria ser endeusado como é. Por fim, em Abaidiânia, muito é vendido: cristais, medicamentos. No espiritismo, nada se cobra, tudo é de graça. É uma ação voluntária, de doação.

Mas ele é médium, certo?

Pode-se ser médium e não ser espírita. A mediunidade existe em toda a parte. Existem judeus médiuns, ateus médiuns. É quase como uma característica física, isso de a pessoa interagir com os espíritos.

O João de Deus seguramente é um médium com uma habilidade de cura muito forte. Eu o vi operando, cortando as pessoas a sangue frio e o sujeito não sente nada. É impressionante. Mas, a mediunidade e a habilidade de cura não são exclusivas do espiritismo. O espiritismo tem apenas 150 anos e a mediunidade é relatada ao longo de toda a história da humanidade.

A humanidade está evoluindo?

Indubitavelmente. E os mundos evoluem, também. Nesse momento, a Terra está passando, segundo o espiritismo, da fase de Prova e Expiação para a fase de Regeneração. Isso acontecerá nesse instante? Não sei. Pode ser em 300 anos, mas estamos em evolução.

Estamos começando a viver o momento onde uma nova sociedade, melhor, será a regra. Estamos todos sempre melhorando. Mas alguns de nós não melhoramos o suficiente para fazer parte dessa nova humanidade que chegará – isso não significa que ela será perfeita, mas será melhor do que a atual. Esses, que não melhorarem o suficiente, encarnarão noutros lugares que não na Terra. Essa é a interpretação espírita para aquela fala de Jesus: “Os mansos e pacíficos herdarão a Terra”.