A democracia de Casagrande

A democracia de Casagrande

Morris Kachani

26 Setembro 2018 | 15h34

Foto Daniel Teixeira

“Antigamente, nos anos 80, o torcedor vibrava com Sócrates, com Zico, com Júnior, com Casagrande, com Falcão. Hoje, o torcedor vibra com um cara que entra de carrinho no outro. Por quê? Porque o momento do mundo é esse. O mundo está agressivo e intolerante”

“Acontecem milhões de coisas no Brasil e não tem um jogador de futebol – principalmente os que estão lá fora, vivendo uma vida melhor do que a nossa -, eles não se manifestam em nada, parece que são de outro planeta. Felipe Melo (que dedicou um gol a Bolsonaro) é o único que teve uma atitude democrática. Do modo dele. Isso precisa ser respeitado”

“O futebol ficou muito egoísta. Cada um é um. É um esporte coletivo porque tem onze no mesmo time, mas não é coletivo – de forma nenhuma – no modo de pensar. São onze pessoas vestindo uma mesma camisa, mas não necessariamente essas onze pessoas são um time”

“Você está numa véspera de estreia de Copa do Mundo, que é o principal torneio futebolístico. Você está representando o seu país, sua seleção, e está entrando como um favorito nessa competição. Amanhã você joga contra a Suíça. E você está pintando e cortando o cabelo. E celular com redes sociais, e jogos eletrônicos. Pra mim, no momento de uma Copa do Mundo, isso tudo tem que sair de cena. Onde está seu foco no jogo?”

“Tite também faz parte do pacote dos vaidosos. Não é só responsabilizar o Neymar. O Tite também não estava tão focado assim. O Brasil perdeu nos bastidores. O Tite não conseguiu dar limite algum porque ele também perdeu um pouco seu limite”

Tive o prazer de conversar com o Casagrande na quinta-feira passada, nos estúdios da Globo em São Paulo, às vésperas do jogo do Palmeiras contra o Colo Colo.

Já fazia tempo que eu vinha pensando em uma entrevista aqui no blog, sobre política e futebol. Uma conversa com o Casa a respeito, não podia ser mais oportuna.

O ponto de partida claro, a Democracia Corinthiana, lá pelos idos da década de 80, nos tempos das Diretas Já. Junto com Sócrates, Casagrande foi um dos artífices deste movimento ideológico que entrou para a história do futebol brasileiro. Como colocar em perspectiva aquele momento, tendo como referência esta apreensiva rodada do primeiro turno eleitoral que se aproxima?

Assim percorremos o assunto quente do momento – o gol que o volante palmeirense Felipe Melo marcou contra o Bahia, na semana retrasada, dedicado a Jair Bolsonaro. A direção do clube logo soltou uma nota, dizendo se tratar de manifestação pessoal do jogador.

Bolsonaro aliás, para desgosto de quem torce para o mesmo time e não vai votar nele, se diz palmeirense.

Alguns torcedores ilustres do alviverde, como João Gordo, Miguel Nicolelis, Luiz Gonzaga Belluzzo e Marco Ricca, divulgaram por estes dias um manifesto em repúdio “às posturas e declarações preconceituosas, antidemocráticas e fascistas”, sem citar o candidato textualmente.

A Mancha Verde, maior organizada do time, não se manifestou. Enquanto isso, Gaviões da Fiel e Torcida Jovem, do Santos, divulgaram nota criticando quem apoia Bolsonaro.

Existe um outro manifesto circulando nas redes, este contando com Casagrande entre os signatários, ao lado de Antonio Prata, Caetano Veloso, Celso Lafer, Lilia Schwarcz, Mano Brown. Chama-se “democracia sim”, e menciona que a candidatura de Bolsonaro “representa uma ameaça franca ao nosso patrimônio civilizatório primordial”.

Abaixo a transcrição da entrevista. Mas se você preferir ouvi-la, com direito a um rock’n’roll escolhido a dedo pelo Casagrande, clique aqui:

 

Você foi um dos artífices da Democracia Corinthiana. Seria possível colocar em perspectiva aquele momento, com relação ao tempo atual que estamos atravessando?

São várias as preocupações. O Brasil está num momento delicado em todos os sentidos. Quando chegam as eleições e temos que votar, aparecem os partidos e candidatos, e as pessoas ficam fechadas na questão da escolha do voto, quando na verdade o problema do Brasil é muito amplo.

Pra mim, o Brasil tem que trabalhar a paciência, a tolerância, a aceitação, o respeito a todos os tipos de diferenças – mas as mais preocupantes são de ideias, de opiniões.

O foco dessa desorganização mental que o Brasil vem passando acontece exatamente porque não há respeito e tolerância à opinião do outro.

Eu, que faço tratamento há dez anos e trabalhei as dificuldades e limitações do ser humano, sou muito tolerante, paciente, respeito muito a opinião dos outros. Quando eu percebo que não vou gostar de algo que estou ouvindo já coloco na minha cabeça: “você não tem nada a ver com isso, tem que aceitar a opinião da pessoa”. É um exercício de aceitação. Isso está faltando no Brasil.

Essa tolerância se reflete no futebol?

Claro. Esses conflitos mortais de torcedores marcando guerra na estação do metrô, são isso. Eu não aceito que você é palmeirense, você não me aceita corinthiano, eu não aceito o são-paulino, não aceito o santista, e vamos guerrear. Eu vou quebrar a sua cara porque você não torce pra o meu time. É o maior exemplo de intolerância.

E dentro de campo, entre os jogadores? Trinta anos atrás tivemos a Democracia Corinthiana, hoje é o que?

Antes só queria esclarecer uma coisa que me incomodou muito depois da entrevista do Felipe Melo, do Palmeiras, apoiando o Bolsonaro. Muita gente começou a comentar que na época da Democracia Corinthiana todo mundo respeitava a opinião do outro e o Felipe Melo não está sendo respeitado.

Eu estava ouvindo rádio esses dias e os caras estavam comentando sobre isso. A defesa em cima do que fez o Felipe Melo foi assim: “pô, na época da Democracia Corinthiana eles falavam e todo mundo aplaudia. Por que o Felipe Melo não pode?”. São duas coisas completamente diferentes.

A Democracia Corinthiana foi um processo de várias pessoas pela redemocratização do país. Nós queríamos eleições diretas, participamos das Diretas Já; não estávamos defendendo político algum, candidato algum, nada disso. Nossa briga era pela queda da ditadura militar e em prol da democracia. Aquele era um momento que ninguém mais estava aguentando ficar preso dentro de uma ditadura em todos os sentidos: jornais não podiam escrever o que queriam; a peça de teatro era interrompida no meio; música sem poder ser gravada; show sem poder ser feito; livro proibido; gente sendo presa. Cara, o momento era esse. Por isso é uma ofensa pra nós comparar o que o Felipe Melo fez, com a Democracia Corinthiana.

O que o Felipe Melo fez?

Democraticamente ele colocou seu apoio a um candidato à Presidência. Qual o mal nisso? Nenhum. Nós lutamos pela democracia, e a democracia tem que ser usada e feita da seguinte maneira: você tem que respeitar – mesmo que seja um absurdo pra alguns o que ele fez, é a opinião dele e tem que ser respeitada. Ele não fez isso em campo. Acabou o jogo, ele deu uma entrevista como cidadão e declarou seu apoio a um candidato à Presidência da República. Acabou o assunto aí.

Logo depois, o Palmeiras foi muito bem falando que aquela era a opinião dele, e não do clube. Democraticamente. Eu vi um ato de democracia nesse sentido. Fiquei até muito orgulhoso por um jogador de futebol se posicionar. Porque os jogadores sumiram, não falam uma linha de nada. Acontecem milhões de coisas no Brasil e não tem um jogador de futebol – principalmente os que estão lá fora, vivendo uma vida melhor do que a nossa -, eles não se manifestam em nada, parece que são de outro planeta. O Felipe Melo foi o único que teve uma atitude democrática. Do modo dele. E o modo dele tem que ser respeitado. Agora, sem comparações com a Democracia Corinthiana, pelo amor de Deus.

Eu sou palmeirense. A postura do Felipe Melo em campo – e você falou muito sobre isso no jogo em que ele foi expulso contra o Cerro Porteño, logo aos 3 minutos – é um estilo que não é de fair play. Não acho isso legal.

Ele é muito bom jogador. Bom volante, tem raça. O que acontece com o Felipe Melo é que ele não tem o limite da agressividade futebolística. Todo jogador de futebol tem que ter uma agressividade, porque se não você se torna passivo e some do jogo. Você tem que entrar focado na partida, com isso vem uma certa agressividade.

Mas a agressividade do Felipe Melo passa do limite. E aí ele começa a colocar em risco a integridade física dos outros jogadores. Por exemplo, naquele dia, a perna do cara fez um arco que poderia ter quebrado. Foi desproporcional a tudo que estava acontecendo; tinha acabado de começar o jogo, não teve provocação, briga, nada.

Ele é um bom jogador, mas ele em campo é um risco pra todo mundo que está do outro lado. “Ele coloca o Palmeiras em risco”. Cara, ele coloca em risco o outro jogador. Tanto faz o Palmeiras ficar com um jogador a menos, isso é secundário. Minha preocupação é com o outro jogador.

Ele ser um herói da torcida, não tem algo distorcido aí?

Acabamos de falar da intolerância do torcedor, que o torcedor é agressivo. Antigamente, nos anos 80, o torcedor vibrava com Sócrates, com Zico, com Júnior, com Casagrande, com Falcão. Essa era a vibração do torcedor. Hoje, o torcedor vibra com um cara que entra de carrinho no outro. Por quê? Porque o momento do mundo é esse. O mundo está agressivo e intolerante. Então, o ídolo do torcedor é o Felipe Melo. Não é o Lucas Lima, que fez dois golaços contra o Botafogo. Não é o William, que se dedica o máximo e faz gols. Não são esses jogadores.

O xodó da torcida do Palmeiras é o Felipe Melo que, repito, é um ótimo jogador, mas tem uma agressividade desproporcional ao esporte que ele pratica.

Daria pra dizer o mesmo sobre o candidato que ele apoia. Eu acho curioso isso…

Eu tenho minha definição política. Lutei pela democracia, pela liberdade de expressão, pelas Diretas Já. Todo mundo sabe 100% qual é o meu lado. Eu não preciso sair declarando lado nenhum. E aprendi com o tempo a ter aceitação e respeito às pessoas que pensam diferente, porque eu também era radical, principalmente com os meus 19 anos, na época de Democracia Corinthiana.

Eu era considerado a maquininha da Democracia porque eu era o cara agressivo, o cara radical, eu saía falando um monte de coisas e o fogo pegava. Às vezes fazia andar pra frente, em outras bloqueava porque eu falava demais. Era isso que acontecia.

Com o tempo, com o meu tratamento, eu mudei completamente meu modo de ver as coisas. Sei o que sou, e certamente todos os brasileiros sabem o que sou, porque conhecem meu histórico, onde fica muito claro o que eu quero do país. Só não vejo mais necessidade em falar e me envolver com isso. E não é questão de emprego, de profissão, do lugar em que trabalho. Sou eu, não é a TV Globo que me impede.

Você acha que os jogadores em geral são seres despolitizados?

O futebol ficou muito egoísta. Cada um é um. É um esporte coletivo porque tem onze no mesmo time, mas não é coletivo – de forma nenhuma – no modo de pensar. São onze pessoas vestindo uma mesma camisa, mas não necessariamente essas onze pessoas são um time. Eles jogam para um mesmo clube, naqueles 90 minutos eles trabalham juntos. Fora aquilo, é o que o mundo é. Um mundo muito egoísta pensando em si mesmo. Os jogadores hoje preferem ficar quietos, porque… “pô, já tô ganhando bem pra caramba, moro bem, tenho contrato. Pra que eu vou abrir a boca pra falar alguma coisa sobre política? Talvez crie um problema pra mim”. Virou um comportamento egoísta, ninguém se envolve com nada. “Eu tenho isso, eu tenho iate, eu tenho carros, eu tenho helicóptero”.

Esse é um traço típico do jogador brasileiro ou é uma coisa do futebol global?

Eu acho que é um traço do jogador brasileiro. Os jogadores europeus estão acostumados com isso há muito tempo. Eles vivem num continente desenvolvido. Eles vivem há muito tempo com educação, com respeito, com grana, podendo comprar um carro legal. Isso pra eles não é novidade. Começou a ser novidade para os jogadores brasileiros que passaram a ganhar muita grana. Aí apareceu essa ostentação toda que é absurda, que beira a falta de respeito – na minha opinião – com o que acontece no país.

É só olhar as redes sociais. Jogadores que postam que estão no iate, com um monte de amigos, estourando champagne, em vez de postar uma foto com a família no teatro, no cinema. Isso está longe deles. O que está próximo deles é ter coisas. O egoísta só tem, ele não é nada. Isso pegou muito nos jogadores brasileiros. Cada um numa proporção.

Foi a vaidade que derrubou o Brasil na Copa?

Você está numa véspera de estreia de Copa do Mundo, que é o principal torneio futebolístico. Você está representando o seu país, sua seleção, e está entrando como um favorito nessa competição. Amanhã você joga contra a Suíça. E você está pintando e cortando o cabelo. Onde está seu foco no jogo?

Não relaciono isso especificamente com o Neymar, não. O Alisson também tinha cabeleireiro. E celular com redes sociais, e jogos eletrônicos. Pra mim, no momento de uma Copa do Mundo, isso tem que sair de cena. É o mês que você vai poder ser campeão do mundo pelo seu país. Vale a pena você se esforçar pra não ficar mexendo nisso o tempo todo, pra não ficar vendo o que as pessoas estão falando. Vem muita crítica e muito elogio das pessoas, comentaristas, jornais, sites. Se você ficar vivendo esse mundo aí, você vai perder o foco no que você tem que fazer, que é jogar futebol.

Eu não responsabilizo apenas os jogadores. Eu responsabilizo muito a comissão técnica da seleção brasileira, que deveria ter colocado limites nas coisas e esclarecido para eles que estávamos em uma Copa do Mundo. Que era hora de se esforçar e focar nos treinos, em pensar somente no jogo.

Você acha que o Brasil era o melhor time?

O Brasil chegou como favorito. Eu cubro a seleção há 20 anos. O Brasil não ia se classificar se o Tite não tivesse entrado. Estávamos em sexto lugar nas eliminatórias e jogando muito mal.

Com a estreia do Tite e do Gabriel Jesus lá no Equador – que era primeiro lugar naquele momento –, o time ganhou de 3 a 0, e daí começou a jogar um futebol maravilhoso.

Durante as eliminatórias, correu-se o risco do Brasil cair fora e daí todo mundo se uniu, e o Tite conseguiu naquele momento contornar a vaidade de todo mundo em prol de uma classificação para a Copa do Mundo. O detalhe, até compreensível, é que quem ficou muito vaidoso a partir daí foi o Tite.

Até ele? Achava que ele era mais reservado.

É muita propaganda, é muita entrevista, é muito isso, muito aquilo. Ele também faz parte do pacote dos vaidosos. Não é só responsabilizar o Neymar. O Tite também não estava tão focado assim.

O Brasil perdeu nos bastidores. O Tite não conseguiu dar limite algum porque ele também perdeu um pouco seu limite.

Como comparar o futebol da seleção com o futebol que está sendo jogado no Brasil?

O futebol que a seleção brasileira joga não é o mesmo que se joga no Brasil, que a gente acompanha aqui no Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Libertadores. E essa é uma dificuldade para o treinador que vai comandar a seleção. Porque, quando ele convoca, de 23, 19 jogam fora do país.

Os jogadores aqui não são os mesmos. A qualidade técnica aqui não é a mesma.

Em 2014, perdemos de 7 a 1. Antes em 2013, houve as manifestações de junho. Em 2018, éramos favoritos. E temos um futuro político super indefinido, pela frente. Você acha que os resultados da seleção podem ser interpretados como um reflexo do que acontece com o país?

Não acho que é bem por aí. O Brasil, no geral, está num caos. E os jogadores da seleção brasileira não vivem num caos. Cada um vive no seu país, bonitinho, no continente europeu. Países de primeiro mundo, com educação maravilhosa, sem violência. E eles não dão opinião, não se envolvem com o que passamos aqui.

Acha difícil torcer para uma seleção assim, com jogadores que se comportam dessa maneira?

A única coisa que o brasileiro tem hoje, que dá um certo prazer e satisfação pra ele, é o jogo da seleção brasileira. E a seleção brasileira hoje em dia não é mais usada politicamente para abafar coisa alguma, como foi na Copa de 70.

Na época da ditadura, o futebol era usado como forma de esconder o que acontecia e empurrar com a barriga uma solução. Na Copa de 70, o Brasil ganhou – claro, não tinha nem como perder com aquela seleção – e nós ficamos quatro anos comemorando a Copa do Mundo, enquanto nos porões estava tendo uma tortura absurda, que o brasileiro não se ligava muito por conta da euforia do futebol.

No Brasil de hoje não é assim. A seleção brasileira do jovem é essa que o Tite convoca. Eles torcem pra essa mesmo. E pra eles incomoda muito pouco como os jogadores são, porque eles são jovens. Nós ficamos incomodados porque vivemos um passado diferente.

O brasileiro da minha idade consegue comparar o passado com a atualidade; os mais jovens, não. A seleção brasileira deles é essa. Não é aquela de 82, que foi maravilhosa. Alguns têm curiosidade de procurar no Youtube, no Google, como foi essa seleção de 82, porque o pai dele não para de falar a respeito, mas acho que não têm paciência pra ver tudo.

O Neymar seria um símbolo disso tudo?

Eu falei um ano e meio antes da Copa do Mundo que ele estava se colocando na posição do jogador mais antipático do mundo. Que o Cristiano Ronaldo já tinha feito isso por um bom tempo, modificou a imagem dele, e hoje é amado. Ele é vaidoso igual. Cheio de carros na garagem, e ninguém fala nada disso. Porque ele mudou a imagem dele.

O Neymar entrou num caminho diferente. Num caminho do Cristiano Ronaldo antigo. E ele é mesmo o jogador mais antipático – futebolisticamente falando; é só ver o resultado na Copa do Mundo. A sociedade mundial não aceitou o tipo de comportamento que ele tem. O mundo começou a fazer chacotas e ridicularizar aquela coisa de ficar rolando no chão. Ele se colocou nessa situação.

Eu acredito – e espero – que ele tenha refletido depois de tudo que aconteceu, e que ele não ache que foi normal. E o Tite colabora negativamente, na minha opinião. Durante entrevista coletiva ele disse que o Neymar teve um comportamento exemplar durante a Copa.

O Neymar é um grande craque que encanta o mundo todo. Mas o comportamento dele não foi aceito pela sociedade mundial durante a Copa do Mundo.

Você acha que ele é um mau exemplo para o Brasil?

Não acho isso. É muito peso sem sentido. Eu só acho que ele é uma referência ruim pra ele mesmo.