Claudia Lisboa: Marte e a Segunda Onda; os eclipses e a vacina
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Claudia Lisboa: Marte e a Segunda Onda; os eclipses e a vacina

Morris Kachani

23 de dezembro de 2020 | 15h09

“Em uma visão muito macro, 2021 é redução do problema, e vamos falar de uma normalidade só em
2023. A gente tem 2021 e 2022 para ir reduzindo. 2021 é um alívio, 2022 uma correção, porque por
enquanto a gente está segurando a onda; baixa a pressão, parece Freud, diminuição do desprazer, é
reduzir a dor. Em 2023 a coisa vai estar mais bacana”

Assista à entrevista: https://www.youtube.com/watch?v=SeC_DVtutkI

“Em março, Júpiter, Saturno e Plutão se alinhavam em Capricórnio e Marte subiu em cima. Quando chegou novembro/dezembro ele formou a quadratura. A quadratura é um dos aspectos mais tensos da astrologia e aí explodiu a Segunda Onda. Acontece que essa proximidade, em grau exato, ocorre a cada 400 anos. A gente está em um momento muito especial”

“Marte é um deus sanguinário, ele provoca a guerra, ele gosta de ver sangue”

“O Brasil pegou no ano novo astrológico Marte, Júpiter, Saturno e Plutão no ascendente. É o país que mais entrou com o pior da crise. É o segundo com mais mortes. E a vacina? É como se o comando do Brasil estivesse aliado à morte”

“O governante é representado pelo Sol no Brasil e na época que o Bolsonaro foi eleito tinha uma
oposição com o Sol, uma nebulosidade absurda, então está tudo nebuloso, nada é transparente. A
gente entrou na via desgovernada de Netuno, um mar de águas altas, de salve-se quem puder”

“O grande aprendizado e a grande força que precisa ser impressa nesse próximo ciclo [de Aquário] é uma nova era onde a solidariedade tem que imperar. A gente viveu um processo de destruição em massa e não adianta ir sozinho. Aquário são duas ondas, nós somos seres do paradoxo. Aquário é o símbolo do respeito à diferença.

Toda vez que um planeta entra em Aquário a gente tem um avanço na era. É a responsabilidade social e o juízo social que vão imperar nesse período. Eu sou o outro, o outro sou eu. Todos nós estamos na
mesma onda.

Nós somos um grupo, não existe um ser isolado do outro”

Os saberes da astrologia são sempre muito bem- vindos no canal Inconsciente Coletivo.

Uma vez mais, procuramos Claudia Lisboa, astróloga com mais de 40 anos de experiência.

Foi roteirista e apresentadora do programa “No Astral”, do canal GNT, e atualmente além da atividade do consultório e palestras, escreve para o jornal O Globo, uma coluna diária de horóscopo.

Como ensina Claudia, que é mãe da atriz Mel e viúva do psicanalista Eduardo Rosenthal, a ideia
contemporânea da astrologia é participar do movimento em sincronicidade com o cosmo.

“Na pandemia cada país agiu de uma forma e cada um teve um resultado, mas os astros são iguais para todo mundo. O astro não está nem aí, o astro nem sabe que a gente existe.

Nossa ação é junta, porque se não você entra em uma irresponsabilidade absurda. Qual é a parte que te cabe?”

“Eu percebi, em algumas matérias que vi, em algumas entrevistas, programas de televisão, uma
crítica cruel à astrologia, dizendo que nenhum astrólogo previu o que ia acontecer em 2020. Isso é
completamente fake news. No ano passado, foi feito no Rio um simpósio internacional de astrologia – que acontece todo ano -, no qual chegam astrólogos de todos os lugares do mundo, e o tema foi a crise de 2020.

Inclusive minha palestra foi baseada no estudo de dois astrólogos franceses, que fizeram previsão
estatística, que depois foi reforçada por um astrólogo peruano, em que se previa as curvas de crise no
mundo fazendo um gráfico.

O estudo deles vem desde a Revolução Francesa até o século XIX. No século XX tem a primeira e
segunda guerra mundial, Irã e Iraque, 68, tem uma série de picos importantes. Quando você olha o
século XXI, 2020 é o ano mais crítico do século, na palestra falávamos sobre isso. A gente sabia que o
mundo ia parar”

“Na astrologia mundial há o movimento dos planetas lentos que são Júpiter, Saturno, Urano e Plutão. A conexão, a conversa, que esses planetas têm entre eles, dependendo do deslocamento, na estatística, marca o que seria uma grande crise.

São chamadas conjunções; quanto mais conjunções entre planetas lentos, mais grave é a crise.

O que aconteceu? No início do ano Júpiter, Saturno e Plutão se alinharam no signo de Capricórnio. O
Capricórnio é um signo, na astrologia mundial, considerado da estrutura de poder, que seria o grande império na astrologia mundial, e esses planetas se alinharam em Capricórnio durante o ano inteiro. (…) Teve uma aproximação de Marte, que é o senhor da guerra, que em março entrou em Capricórnio e aí a pandemia explodiu”

“Agora em dezembro está acontecendo uma conjunção rara, que é de Júpiter com Saturno. Essa
conjunção acontece a cada vinte anos; sempre acontece em anos pares, então é 1980, 2000, 2020.
É um ciclo que marca o começo de uma nova era, porque Júpiter e Saturno são os dois astros que
falam da organização da dinâmica social.

Júpiter é justiça e Saturno é o cumprimento da lei, direitos e deveres. A sociedade é estruturada na
consciência de direitos e deveres. Então a discussão da coisa liberal, “Ah, eu posso não me vacinar, problema é meu”, não é! São direitos e deveres”

“A ideia contemporânea da astrologia é participar do movimento em sincronicidade com o cosmo. De como agir diante disso. Por isso, a gente não pode prever.

Na pandemia cada país agiu de uma forma e cada um teve um resultado, mas os astros são iguais para
todo mundo. O astro não está nem aí, o astro nem sabe que a gente existe.

Nossa ação é junta, porque se não você entra em uma irresponsabilidade absurda. Qual é a parte que
te cabe? O trabalho da gente é de coparticipar. É potência e é tendência. Grande parte dessa configuração do que a gente tem hoje é fruto de ações passadas da humanidade. Tivéssemos cuidado do planeta, seria diferente”

“Há a questão da vacina por causa de um eclipse que teve em junho. O efeito eclipse é de seis meses, e o eclipse aconteceu no signo de Sagitário e Gêmeos. Ele não tocou o eixo crítico da crise [Capricórnio] e representa uma saída, revelar alguma coisa oculta. Sagitário e Gêmeos são os signos das pesquisas, da ciência, são os estudiosos, acadêmicos.

Agora em dezembro houve mais dois eclipses importantes, um da Lua e outro do Sol, também no
eixo Sagitário e Gêmeos. Então no segundo semestre avançou bastante a imunização. Santa ciência”

“Vejo angústia, muita angústia no consultório. Crianças deprimidas, sendo medicadas, fazendo
terapia. A criança não entende, de repente tiram a vida social dessa criança. Os pais têm feito muito
mapa de criança, para poder entender aquele ser, como você pode lidar com ela nesse momento. E é
muito legal, uma baita ferramenta. Por exemplo, pessoas que não têm problema de estarem sós não
sofreram tanto na pandemia”

“Os ricos tiveram que limpar suas casas e entender que família e casa é importante. Esse espaço íntimo estava muito detonado por uma sociedade de produção material, e aí veio aquela coisa de gostar de ficar em casa. Por exemplo, o mercado imobiliário no Brasil aqueceu porque as pessoas querem trocar suas casas, querem ir para um lugar melhor; outros não têm nem casa. A fenda social ficou gigante com a pandemia”

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