Flávio Dino: Nordeste, pandemia e democracia
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Flávio Dino: Nordeste, pandemia e democracia

Morris Kachani

29 de abril de 2020 | 10h06

Assista à entrevista: https://youtu.be/dq_pXdjHbe0

Neste 1 de maio, Lula e FHC dividirão o mesmo palanque, depois de 31 anos. Além deles, Ciro Gomes, Dilma, e o presidente do STF Dias Toffoli, da Câmara, Rodrigo Maia, do Senado, Alcolumbre, além dos governadores João Doria e Wilson Witzel.
Será um ato em defesa da democracia, pela internet, na comemoração do dia do trabalho organizada pelas centrais sindicais.
O governador maranhense de Flávio Dino (PC do B) também estará presente. Ele é um dos articuladores deste agrupamento que vem sendo chamado de Frente Ampla pela Defesa da Democracia.
Nesta entrevista, falamos também sobre a crise da pandemia, e a aventura que foi trazer 107 respiradores da China para o Maranhão, com escalas na Etiópia e em São Paulo.
“Temos essa crise política que ameaça levar o próprio regime democrático, pois sabemos que medo e pânico são combustíveis para impulsos autoritários”.
“Diante da complexidade da situação, não há força política que sozinha dê conta desse conjunto de tarefas, de lutar na defesa de empresas e empregos, proteger a democracia e salvar vidas.
São tantos desafios simultaneamente, que a união e a cooperação são os caminhos mais indicados”.
“Há um distensionamento no campo de esquerda. Prevalece a compreensão de que devemos convidar outros protagonistas de outras visões políticas”.
“Temos a configuração de crimes de responsabilidade por parte do presidente da República. Não se trata de escolhas, e sim de aplicação da Constituição e das leis”.

“Mourão, embora seja ideologicamente de outro campo político, me parece mais equipado e com mais atributos para, segundo as suas concepções de mundo, tentar coordenar alguma coisa no Brasil”.
“Muitas pessoas acreditam que esse diálogo é o melhor. Um dado curioso é que os 3 (FHC, Ciro e Lula) já foram aliados entre si. É preciso sempre enxergar virtudes diferentes em todos. O
que é importante é ter paciência. Não significa dizer que vamos repetir alianças eleitorais”.
“O segundo turno é um anti exemplo. Não é pouca coisa perder de Bolsonaro. É muito difícil perder de Bolsonaro, e nós perdemos”.

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