Janaina Paschoal: “Bolsonaro nunca quis estar no partido. Foi obrigado, como eu também”
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Janaina Paschoal: “Bolsonaro nunca quis estar no partido. Foi obrigado, como eu também”

Morris Kachani

11 de outubro de 2019 | 18h44

Foto: Sergio Castro

Uma entrevista com Janaina Paschoal

“Alguns colegas ficaram muito decepcionados com o presidente. Para mim não, é natural. Ele nunca quis estar no partido. Foi obrigado, como eu também. Não consigo achar grave”

“Não vejo com esse peso a importância do partido. Acho que isso é muito a dinâmica do PT, que é algo que a gente quer quebrar”

“Acho que o que tá pegando para o Bolsonaro é esse pavor. Nós teremos eleições no ano que vem. Toda hora chega alguém que você nunca viu na vida, pedindo vídeo de apoio e dizendo que está no mesmo partido. Como você nega isso a um cidadão? O Bolsonaro deve estar em pânico, que usem o nome dele não sei onde, e depois estoure um escândalo. Essa lógica de partido é muito cruel. Acho que é por isso que ele quer sair”

“Tem que acabar de vez com os fundos eleitoral e partidário. Pessoas que não estão nem aí com o bem público, se aproximam por causa do dinheiro. Acaba sendo um chamariz de gente do mal”

“Sou defensora da candidatura avulsa. Eu acho que a pessoa ter a obrigação de se filiar a uma sigla para poder concorrer, é em si uma violência”

“Acho que em primeiro lugar, o número de parlamentares tinha que ser menor. Não tenho o menor desejo de trabalhar no Congresso Nacional, lá deve ser um inferno”

“Houve no PSL uma busca de valores que uniu as pessoas. Que valores? Uma economia liberal, a visão de cuidar do problema da insegurança pública, pois não se pode seguir demonizando a polícia, como era uma prática, e é ainda, dos formadores de opinião e da intelectualidade. Essa pauta que é chamada de conservadora, que revaloriza um pouco mais a vida. Por exemplo, não admitindo a legalização do aborto, sendo reticente à legalização de drogas”

“Fica o fantasma de que o presidente vai para a UDN. O que tem de verdade nisso ou não, eu não sei. Tem gente que diz que ele pode ir para o Patriotas, ou para lugar nenhum”

“Gostaria muito de ter o Andrea Matarazzo no PSL. O sonho dele é ser prefeito”

“Eu não consigo ver lógica no Parque do Minhocão. Tem um monte de falhas formais. É um dinheiro enorme que vai ser jogado fora”

Adentrei o gabinete I 115 da Alesp na tarde desta quinta-feira, ansioso por falar com Janaina Paschoal, a deputada estadual mais votada da história do país, sobre o “partido do esquece”. Nominalmente, o  PSL, do qual a advogada, professora da USP e artífice do impeachment, é estrela.

Bolsonaro e o presidente da sigla, Luciano Bivar, travam uma disputa aguerrida. Como publicado nesta análise, está o controle do partido e dos fundos eleitoral e partidário, que totalizam 359 milhões de reais.

A conversa claro se estendeu por outros temas…

Parece que o Luciano Bivar, presidente do PSL, e Jair Bolsonaro, estão brigando feio. De que lado você está?

Veja, eu não pretendo me meter nessa briga, penso que seria bom para todos, em especial para o país, se houvesse um entendimento. Mas não depende de mim.

O que você tem a me dizer sobre sua experiência com o  PSL?

Olha, a vantagem do PSL é que até hoje, com todas críticas a pessoas do próprio partido que eu já fiz, com todas as manifestações públicas, nunca recebi um telefonema de ninguém pra me dizer, ‘não fale isso ou aquilo’. E eu sei que nos outros partidos esse tipo de policiamento existe, então nesse aspecto acaba sendo bom pra mim. Sou muito independente dentro do próprio partido. Mas eu sou defensora da candidatura avulsa. Eu acho que a pessoa ter a obrigação de se filiar a uma sigla para poder concorrer, é em si uma violência.

Tá todo mundo meio que em choque com essa história da saída do presidente, indagando o que vai acontecer se o presidente sair. Eu sou muito prática: vai sair de um partido e ir para outro, pra que? Como não vejo lógica na necessidade de estar filiado a um partido, também não vejo lógica em mudar de partido.

Você não acha que isso fragiliza a democracia?

Não digo que não deva ter partido. O que entendo é que a pessoa não deve estar necessariamente filiada a um partido. Se você quer ser candidato independente de qualquer ideologia apresentada pelos partidos, me parece que dialoga com a liberdade individual de de ir e vir. Não acho que isso enfraquece a democracia. Acho que isso fortalece. O que enfraquece é ter donos de partidos dizendo se você pode ou não ser candidato.

Como você define o PSL?

Olha, é um partido tão liberal, que permite que as figuras mais diferentes entre si estejam em uma mesma agremiação.

Alguma semelhança com o partido nanico que elegeu o Collor em 89, PRN?

Não vejo dessa forma. Acho que ali talvez fosse uma oportunidade. Já aqui houve uma busca de valores que uniu as pessoas. Que valores? Uma economia liberal, a visão de cuidar do problema da insegurança pública, pois não se pode seguir demonizando a polícia, como era uma prática, e é ainda, dos formadores de opinião e da intelectualidade. Essa pauta que é chamada de conservadora, que revaloriza um pouco mais a vida. Por exemplo, não admitindo a legalização do aborto, sendo reticente à legalização de drogas. São linhas mestras que reúnem as pessoas.

O que falta talvez é alguém que consiga organizar essa coisa gigantesca que se criou. Alguém que queira. Seria legal tentar. Eles pediram para eu ser presidente do municipal, do estadual. Mas você vai gastar uma energia boa em um negócio no qual não acredita? Prefiro gastar energia boa no meu gabinete, analisando projetos.

Enfim, as pessoas se reuniram em torno de uma sigla, porque existe essa exigência legal. Esse que é o ponto. Mas não existe uma vida partidária, não existem reuniões de partido.

Não é espantoso a gente constatar, que o partido que elegeu o presidente e tem a maior bancada no Congresso, não é sólido?

Pra mim, não. Ele precisava de uma sigla. Como eu. Se eu pudesse montar uma candidatura avulsa, montaria. Como eu não tenho essa dinâmica de entender o partido como algo relevante – acho até que atrapalha -, isso não me incomoda. Alguns colegas ficaram muito decepcionados com o presidente. Para mim não, é natural. Ele nunca quis estar no partido. Foi obrigado, como eu também. Não consigo achar grave.

Mas para articular no Congresso, não seria preferível que ele estivesse afiliado a um partido?

Talvez fora do partido seja melhor, porque assim pode falar livremente com todo mundo. Veja, não estou defendendo que ele saia. Só não vejo com esse peso a importância do partido. Acho que isso é muito a dinâmica do PT, que é algo que a gente quer quebrar.

Isso é a nova política?

Passa por isso. Acabar com o fundo eleitoral também.

Pois é, parece que o PSL vai ganhar R$ 359 milhões com os fundos eleitoral e partidário. Impressionante.

Não tem cabimento, tem que acabar com isso. Pessoas que não estão nem aí com o bem público, se aproximam por causa do dinheiro. Acaba sendo um chamariz de gente do mal. Tem que acabar com esse dinheiro, porque daí as pessoas vão querer participar do processo eleitoral pela importância, pela cidadania. Tem que acabar total.

Primeiro porque as campanhas podem ser mais baratas do que são. Tudo é superfaturado.

Quando Bolsonaro diz que fez campanha barata, é verdade. Dá pra fazer. Acho que o brasileiro ficou acomodado com as campanhas milionárias, outro grande mal da era PT.

Acho que este é um mal estar histórico, que vem de antes.

Tenho dúvidas. Acho que as cifras ficaram muito altas na era deles. Tem que rever isso.

E criar um novo partido como vem se especulando, não seria outra loucura?

Olha, recebi alguns telefonemas, mas bem antes dessa confusão, de pessoas ligadas à UDN, que queriam vir me apresentar a UDN.

Do Jânio Quadros?!

Parece que está sendo refundada. Mas não estou preocupada em mudar de partido. Fica o fantasma de que o presidente vai para a UDN. O que tem de verdade nisso ou não, eu não sei. Tem gente que diz que ele pode ir para o Patriotas, ou para lugar nenhum. Provavelmente seria um partido existente para transformar no tal dos Conservadores. Porque criar um partido do nada levaria muito tempo e exigiria muitas assinaturas.

Quando o presidente pede para esquecer o PSL…

É o jeitão dele de falar. Ele é uma figura. Vai ser assim os 4 anos, vai ser assim a vida inteira. Nada nele me surpreende. É o país que terá que se acostumar com esse jeito dele, e não o contrário. É mais fácil o país se habituar e não ficar tão apavorado em torno de uma frase ou de uma crise, do que ele mudar.

Não é um constrangimento para você, fazer parte de um partido que está sendo chamado de laranjal?

Pra mim não é constrangimento, porque não fiz nada disso e minha cabeça não funciona com a lógica do partido. Cada cidadão que responda por si. Eu acho que é mais um prejuízo por estar dentro de um partido. Acaba refletindo em todo mundo. Isso não é justo.

Entendo que se as pessoas fizeram algo errado precisam ser punidas, mas também acho que a imprensa é muito leniente com os ilícitos dos outros partidos. Não é crível que isso tenha acontecido apenas no PSL.

Como também, é muito complicado o caso do Flavio Bolsonaro, que acredito que tenha que ser punido e investigado até o final, contesto inclusive a suspensão das investigações.

Mas acho errado a imprensa focar só nele. E deixar por exemplo o André Ceciliano, presidente da Alerj, que fez movimentações de mais de 40 milhões, ficar assim livre, leve e solto.

Não existe um partido no qual você realmente pudesse se sentir fazendo parte? Trabalhar em grupo pode ser bom.

Você conhece algum?

São ciclos. Alguns partidos viveram momentos históricos importantes. Como o MDB nas Diretas…

Eu nunca gostei da ideia de partido. Sempre achei uma violência. Acho que o que tá pegando para o Bolsonaro é esse pavor. Nós teremos eleições no ano que vem. Toda hora chega alguém que você nunca viu na vida, pedindo vídeo de apoio e dizendo que está no mesmo partido. Como você nega isso a um cidadão? O Bolsonaro deve estar em pânico, que usem o nome dele não sei onde, e depois estoure um escândalo. Essa lógica de partido é muito cruel. Acho que é por isso que ele quer sair.

Vai rolar uma deserção em massa, se o presidente sair?

Olha, estou preocupada. Tem gente falando em sair mesmo que corra o risco de perder o mandato. Uma coisa apaixonada, você não faz ideia. Aí chamei um pouco para a razão e comentei, que legislação eleitoral é ruim, mas existe. E ela diz que se as pessoas saírem assim, meio que na loucura porque o presidente saiu, podem perder o mandato. O que não deixa de ser uma traição com o povo que as elegeu.

Da última vez que te vi, você era professora e advogada. Você gostou de entrar no mundo político?

Olha, estou me sinto sentindo muito útil aqui. Mas te dizer que entrei aqui pra não sair, é outra história. A vivência está sendo muito positiva. Pra mim e pra Casa, porque eu participo de tudo.

O sistema é frustrante? O nível é frustrante?

Dizer que o nível é frustrante é o mesmo que dizer que você é contra a democracia, porque o Parlamento reflete a sociedade. E a sociedade é plural em todos os sentidos.

Será que ele reflete mesmo a sociedade? Há muita manipulação nas campanhas eleitorais.

Ainda assim reflete a sociedade. Porque a gente encontra de tudo, vários grupos sociais, ideológicos, econômicos, estão bem representados aqui.

O convívio que eu tinha na universidade, ele é bem diferente do que tenho aqui. Aqui, estou no meio do povo mesmo. E lá estava no meio de pessoas que se consideravam iluminadas, vamos dizer assim. De certa forma existia um estímulo, uma sofisticação maior no debate. Mas eu me sinto muito bem no meio das pessoas, sabe? Eu lido melhor com o povo do que com o intelectual que se considera superior.

A classe política está muito desgastada.

Acho que em primeiro lugar, o número de parlamentares tinha que ser menor. Porque com 500 congressistas, fica difícil saber quem está trabalhando e quem vota qualquer  coisa. Não tenho o menor desejo de trabalhar no Congresso Nacional, lá deve ser um inferno. Se aqui com 94 deputados já é difícil, imagine lá.

Na época do impeachment, foi constrangedor acompanhar os votos dos deputados.

Eu não me sinto constrangida. Porque eles representam o povo. Para melhorar a qualidade do debate, é preciso melhorar a qualidade de nosso povo. Acho que diminuindo o número de parlamentares, a exigência de uma qualidade vai ser natural, porque a visibilidade do deputado no plenário vai aumentar.

Como tem enxergado a questão da sucessão municipal?

Preocupada, como todo paulistano, porque não estou feliz com a gestão do Bruno Covas. Por outro lado, os candidatos que se habilitam para a disputa, não sei não. Precisam conhecer muito sobre a cidade. Outro dia veio o Andrea Matarazzo me visitar aqui. Gostaria muito de tê-lo no PSL. Eu o convidei. O sonho dele é ser prefeito.

Acharia uma boa a Joice Hasselman?

(silêncio) Olha, ela tem uma força eleitoral, bem determinada, reconheça muitas qualidades nela. Não seria eu a opor qualquer candidatura dela. Mas é importante entrar alguém que conheça São Paulo, é uma cidade muito grande, peculiar, com muitas carências. A cidade é um país! (nota da redação: Joice é de Ponta Grossa, no Paraná)

Não tem um tal de Carteiro Reaça? Engraçado esse nome.

É que ele foi carteiro. E muito conservador. O Gil Diniz é líder aqui da bancada. Não sei se está muito decidido a ser candidato. Ele foi assessor do Eduardo Bolsonaro e é uma pessoa absolutamente fiel à família. Então ele só vai ser candidato se houver um comando da família Bolsonaro.

Você apoia o Eduardo para a embaixada?

Eu não acho legal ele ter sido indicado para embaixador. Acho que a candidatura abriu espaço para críticas que são absolutamente desnecessárias. Mas gosto dele, fico com pena dele estar chateado comigo. Porque ele é filho do presidente, entendeu? Pensa assim, se você tem um filho que é especialista na situação. E daí você indica seu filho para atuar na área que é sua especialidade. Ainda assim haveria questionamento. Mas teria uma explicação. No caso, Eduardo está sendo indicado apenas por ser filho, pela confiança no filho.

E o Olavo de Carvalho, você curte?

Li tudo. Mas ele só me xinga, a vida inteira. A obra dele é muito boa, só que na minha visão ele perdeu a mão. Sempre criticou a manada petista, e de repente começou a advogar isso para o lado contrário. Isso é muito ruim para o país, e para ele próprio. O homem da obra é muito diferente do homem das redes sociais que influencia o presidente e seus filhos.

Como tem sido sua atuação na Alesp?

É uma crítica construtiva que faço a toda imprensa. Ela fica voltada a tudo que acontece no âmbito federal mas não recebo jornalistas interessados em questões como o Parque do Minhocão que a meu ver tem um monte de falhas formais, com um monte de dinheiro público que vai ser jogado fora. Aqui na assembleia os temas eminentemente estaduais são muito importantes. A gente vai discutir a extinção da Furp que é um laboratório público, e a extinção do Oncocentro, que é um instituto que atende pessoas vítimas de câncer extremo.

O Minhocão vai rolar mesmo, então.

Havia uma liminar suspendendo a obra, mas a liminar foi cassada. O que deveria ser visto era a parte técnica. Já tem laudo mostrando que ele está cheio de avarias. O viaduto de Pinheiros despencou. O laudo do Minhocão é pior que o de Pinheiros. No lugar de fazer os consertos, eles estão fazendo duas licitações para ter escada, para ter elevador, para ter acessibilidade em cima do Minhocão (risos). Já para preparar para construir o tal parque. Como você gasta milhões em perfumarias, quando obras estruturais não foram realizadas? Esse é um ponto.

O outro é que a Prefeitura está concedendo 5 parques inclusive o Ibirapuera, para uma empresa que – não estou fazendo juízo de valor – está envolvida na Lava Jato. Estão concedendo porque não tem como cuidar desses parques. Ao mesmo tempo agora estão gastando de cara 40 milhões de reais para construir um parque artificial em cima do asfalto. Eu não consigo ver lógica.

É um caminho de revitalização do Centro.

De que adianta criar um parque no asfalto com dinheiro que é de um fundo para preservação ambiental, sendo que tá cheio de praça naquela região que precisa ser revitalizada? Aquela região está toda abandonada. Então esse discurso de revitalização não me comove.

E o estudo sobre viabilidade em termos de carros e transporte? 

Eles não fizeram. A gente pede para eles fecharem por uma semana para haver uma análise do impacto. Mas eles não fazem, porque sabem que se fizerem, o resultado vai ser catastrófico.

Acha que é uma obra eleitoreira?

Acho que não, porque quem é que vai dar voto para isso? Não conheço um munícipe que defenda essa obra. Estamos pensando em entrar com uma ação popular para inviabilizar essa obra. Mas se não conseguirmos, o prefeito não vai voltar atrás, ele está convicto.

E sobre a Furp?

O governador criou um pacote de desestatização. Em geral sou favor de diminuir o papel do Estado. Porém a mentalidade economicista não pode ser transportada para todas as áreas. Há áreas muito sensíveis e uma delas é a saúde.

Eis que o governador deu entrevista dizendo que iria extinguir a Furp e o Oncocentro, entidade que cuida de pessoas com um câncer muito invasivo. São literalmente pessoas que ficam sem face, o tumor corrói tudo. Lá eles fazem próteses para que as pessoas possam levar uma vida.

O governador decidiu extinguir o Oncocentro e disse que vai transferir o atendimento para algum equipamento público. Eles têm 80 funcionários, fazem 5 mil consultas/ mês, atendem muita gente, e o orçamento é pequeno, menos de 450 mil reais por mês.

Da Furpe, são 900 funcionários ao total. Eles produzem vários medicamentos, inclusive alguns que por serem muito baratos, os laboratórios privados não têm interesse em produzir. São retrovirais para Aids, ou bezetacil que combate sífilis. Existe um perigo de encerrar as atividades do laboratório, e não encontrar quem produza.

Por que estão querendo fechar?

Existe um rombo, mas a meu ver ele não foi criado por incompetência da Furpe ou por inviabilidade econômica. Foi fechado um contrato de PPP, e este contrato se revelou uma péssima decisão administrativa. Deram condições muito favoráveis para a empresa, depois teve um processo judicial, e houve um pagamento do Estado sem contestação. No âmbito da CPI da Furpe, foi colhida a informação de que o secretário que assinou esse contrato, saiu logo depois e se associou a essa empresa que fez a PPP.

De quanto foi esse prejuízo?

Eles tinham que pagar 90 milhões de reais por mês para essa empresa, se não me engano.

Jesus.

Veja bem, estão agora alegando este prejuízo para justificar o fechamento do laboratório. E isso por conta de uma decisão administrativa do poder público que foi equivocada. Não adianta querer corrigir o erro do passado, cometendo um erro agora. A gente vai perder um equipamento que eu considero essencial, que eu chamo de segurança medicinal. Tem que ter um estudo de impacto na saúde pública.

Tem coisas muito importantes acontecendo aqui e ninguém vê. A gente vai votar um empréstimo milionário que o governo vai tomar para obras no Tietê. São 80 milhões de dólares. E 300 milhões de reais para um piscinão no ABC. Esse tipo de assunto não tem visibilidade e é muito sério. O Estado vai se endividar!

 

 

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