Lídice da Mata: “A Pandemia das Fake News”

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Lídice da Mata: “A Pandemia das Fake News”

Morris Kachani

07 de maio de 2020 | 20h59

Assista à entrevista: https://youtu.be/GKhXjz-TM5M

O Brasil está imerso em correntes de desinformação, e agora até com uma categoria piorada das “deep fakes”, que são massivamente disseminadas com pressupostos políticos e ideológicos. A violência de gênero nas redes, os mecanismos de funcionamento e financiamento de grupos organizados de extrema direita, no que também ficou conhecido como o “gabinete do ódio”, o falso argumento sobre liberdade de expressão, o protagonismo das corporações e o importante trabalho desenvolvido
pelas agências de checagem, foram o tema desta conversa com a deputada do PSB, relatora da CPMI das Fake News.

“Você tem perfis que claramente convocam e se organizam em torno da ideia da volta do AI-5, do fechamento do Congresso. Uma coisa que se transformou em método internacional, uma coisa fascista que bebe na experiência das SS alemãs , na formação de esquadrões civis, só que na rede, com o auxílio de robôs que custam caro”.

“É a questão do poder. Fazem isso porque acham que você é mais frágil ou que a condição de mulher a torna mais desqualificada na sociedade”.

“(…) O capital se organiza e vai se alimentando da notícia falsa. Acho que por isso precisamos dialogar mais com as plataformas. É necessário regulamentar as plataformas? Podem e devem ser esse espaço que se sobrepõe a tudo, às leis de cada país? Por que? Se a Justiça pede informação para o Facebook, ele diz que não dará, que tem que pedir no seu país… que negócio é esse?”

“Muitos pesquisadores da comunicação e do direito caracterizam as fake news como uma doença da comunicação moderna. Se é doença, tem que ser combatida. Vivemos a pandemia do vírus como crise sanitária gravísssima no mundo, e vivemos uma pandemia do vírus das fake news nas comunicações”.

“A gênese de uma fake news: usam alguma coisa verdadeira para criar um relato mentiroso. É uma narrativa montada para causar dano a alguém ou uma causa. Quem a compartilha não está preocupado com a verdade, está preocupado em disseminar sua crença”.

 

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