Marcelo Freixo: Um raio x das milícias
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Marcelo Freixo: Um raio x das milícias

Morris Kachani

28 de maio de 2020 | 14h08

Assista à entrevista: https://youtu.be/-VChdL24ujM

Como nascem as milícias?
Como são seus métodos, seu planejamento?
Quais são seus traços culturais?
E a família Bolsonaro, que que tem a ver com isso?

O deputado federal Marcelo Freixo, do PSOL, sabe como contar essa história. Não só teve um irmão exterminado pela milícia, em 2006, como também Marielle Franco, de quem era uma espécie
de mentor político.

Em seu primeiro mandato na Alerj, participou da CPI das milícias. No segundo, presidiu a CPI do Tráfico de Armas e Munições.

Hoje, por conta de todo esse histórico, quando sai de casa, sai sempre escoltado. Dá vontade falar assim, Bra-sil sil sil sil sil.

Só que nessa entrevista, a gente também falou inevitavelmente da operação da PF na casa do governador Witzel, e no que eu acho o mais importante – a politização de extrema-direita nas
forças policiais.
Para o Freixo, o fascismo no Brasil hoje não é uma ameaça; é uma realidade. Divirta-se.

“Não há conflito entre milícia e Estado. Elas são um braço do Estado. A chefia é sempre formada por gente da Segurança Pública. É por dinheiro que se unem, mas há ideologia – da guerra, da eliminação do inimigo, da ordem. Não à toa elas se aproximam da extrema-direita”.

“Bolsonaro tenta estabelecer uma relação ideológica com as polícias militares. Para que a PM se transforme em uma tropa política, quebrando a razão de ser do Estado. A politização de extrema-direita nas forças policiais é uma ameaça ao monopólio do Estado. É muito grave”.

“A Constituição de 88 é muito boa, mas traz duas lacunas. Na segurança pública e na reforma política. É sobre estes dois setores que cresce a extrema-direita brasileira, que caiu no colo dos Bolsonaro”.

“Dizer que eles são os grandes chefes da milícia? Não. Dizer que as milícias se sentem contempladas pelo governo? Sim. Os fatos são suficientes”.

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