Monja Coen: Nossas armas são as palavras. Nós assinamos os manifestos
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Monja Coen: Nossas armas são as palavras. Nós assinamos os manifestos

Morris Kachani

04 de junho de 2020 | 11h45

Entrevista com Monja Coen, líder espiritual e fundadora da Comunidade Zen Budista

Assista à entrevista: https://youtu.be/AMwvyege_yU

O caminho do meio nós estamos construindo. Ele não está pronto. O cerzir é lento, a gente quer respostas imediatas.

Não há nada seguro nesse mundo.

Nós ‘intersomos’ em relação a todas formas de vida.

O que aconteceu em Portugal, quando disseram que tínhamos que ficar isolados, é que todos ficaram isolados.

E num momento de um sofrimento como esse, ainda existem pessoas que estão pensando, ‘que vantagens eu vou tirar?’.

Nós vamos nos levantar juntos. Ou ganhamos juntos ou perdemos juntos.

O que fazer para diminuir a desigualdade? Por exemplo, para quem deixa as crianças com uma pajem, uma babá. Você está pagando o que é justo? Porque teus filhos estão na idade de absorver tudo,  valores… e com quem você deixa?

Por que os professores do fundamental ganham menos do que os universitários? E os professores dos pequenos? Estes deviam ser os professores mais bem pagos. Porque é a formação mais básica do ser humano. E nós não investimos nisso.

Quem não tem comida não pensa.

No Japão, a população toda é treinada que o mais importante primeiro é que o país esteja bem, depois a província, depois a empresa que trabalha e o último é você. Nós somos criados ao contrário.

Bolsonaro é muito rude coitadinho. Às vezes olho pra ele e vejo ele muito nervoso, os olhos vermelhos. Naquela reunião do dia 22, a mãozinha dele, bravinho, ele tremia. Você que vê que ele está muito nervoso, se sentindo ameaçado. Às vezes fico pensando que ele devia ter sido um bebê tão bonitinho de olho azul clarinho, mamãezinha adorou ele, cuidou, educou, e ele foi pra escola e fez as escolhas. E as escolhas que ele fez fizeram dele este ser humano que ele é agora. Ele é vítima de uma
sociedade da violência. Mas ele é um ser humano como eu e você.

O governo não é uma pessoa. É uma equipe. Até Hitler, não estava sozinho. Tinha um grupo de discípulos que o seguiam. Bolsonaro também. Jesus Cristo. Hoje ele estaria bombando na internet.

Carma coletivo?
Carma individual.

Namaste

Tudo o que sabemos sobre:

Monja CoenpandemiaBolsonaro

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.