Paulo Saldiva: “A cloroquina você toma não só por via oral, mas por via das dúvidas”
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Paulo Saldiva: “A cloroquina você toma não só por via oral, mas por via das dúvidas”

Morris Kachani

09 de abril de 2020 | 19h24

Assista a entrevista completa: https://youtu.be/MSuR66V0KOI

“Estão se repetindo coisas que aconteciam vários séculos atrás. A gente tem uma insegurança e fica procurando curas milagrosas. Sempre se ressaltou os preconceitos, desde a peste negra, passando pelo cólera. A gente repete porque isso é da alma humana. A política sanitarista sempre teve um viés autoritário.”

“Tomar cloroquina é mais por esperança do que por convicção. Existem evidências fracas de que pode ajudar em alguns casos, apenas isso.”

“Até pouco tempo atrás, eram 2 ou 3 epidemias por século. Agora, são 2 ou 3 por década. Isso indica claramente que precisaremos ter gestão global nisso, e esta não é uma questão ideológica.” 

“É vergonhoso para a humanidade, que uma estrutura que tem um pedacinho de RNA e uma capinha de proteína, e que não consegue se dividir sozinha, tenha derrubado o mundo.” 

“O Sapiens só se tornou possível por colaboração e eu acho que o vírus vai lembrar a gente disso.” 

Entrevista com Paulo Saldiva, médico patologista, professor de Medicina da USP, diretor do Instituto de Estudos Avançados, com especialização em doenças respiratórias, patologia ambiental e antropologia médica.

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