Um novo modelo de sociedade?

Um novo modelo de sociedade?

Morris Kachani

28 Junho 2018 | 09h19

Filosofando sobre o Sesc com Danilo Santos de Miranda

Por Camille Emma Bonnenfant

72 anos de existência, 42 unidades implantadas em 21 cidades apenas no Estado de São Paulo, uma atuação intensa em todas as disciplinas artísticas, programas educacionais, instalações esportivas, bibliotecas, serviço de odontologia, uma editora, um canal de televisão, etc…

O Sesc estende suas atividades em tantas áreas que é quase impossível viver em São Paulo e não ter frequentado, pelo menos uma vez, uma de suas unidades.

Há 10 anos, quando eu cheguei na megalópole paulistana, fiquei impressionada pela variedade e a dinâmica de programação da institução.

Além de nutrir uma população nas buscas hedonistas, o Sesc me pareceu um oásis de humanidade, em uma das cidades mais desiguais do mundo.

Lá fora, a miséria engolida pelos carburadores de carros de grandes marcas, lá dentro, duas pessoas compartilhando o mesmo sofá. Talvez, um desses dois dormiria essa noite enrolado numa manta da prefeitura enquanto o outro iria jantar no novo restaurante na moda. Mas o importante, é que durante alguns instantes eles dividiriam um pedaço de almofada e enganariam o abismo das disparidades sociais. Ainda que não se encontrassem nas salas de espetáculo.

Danilo Santos de Miranda, 75 anos, ex-seminarista, formado em filosofia e ciências sociais, é diretor do Sesc no Estado de São Paulo há 33 anos. Recebeu muitas distinções, nacionais e internacionais, ao longo da carreira, como por exemplo o grau de Oficial da Ordem das Artes e das Letras da França ou o Prêmio Bravo! Prime na categoria “Personalidade cultural”.

Por algumas vezes seu nome já foi cogitado para assumir o Ministério da Cultura.

A verdade é que graças à arrecadação de 1,5%, recolhida das empresas de comércio e serviços, em cima das folhas de pagamento, o Sesc consegue ter uma atuação talvez comparável em termos de alcance ao próprio Ministério.

“Eu considero que (a cultura) é um patrimônio público e uma condição da cidadania que precisa sobreviver independentemente dos mecanismos de mercado e dos processos de globalização. Eu diria, numa pretensão até um pouco elevada, que ela colabora a estabelecer as bases de um projeto civilizatório”, diz Danilo.

Sua filosofia remonta a Mário de Andrade, na implantação de uma política cultural abrangente que dialogava com ações sociais, meio ambiente, turismo e esportes, a partir da criação do Departamento de Cultura e Recreação na Prefeitura, em 1935.

No cenário cultural apocalíptico de hoje, conversei com ele para entender as chaves do sucesso dessa instituição cuja principal missão é favorecer o bem-estar social, a valorização e o desenvolvimento do ser humano.

Falamos também, claro, sobre os delicados traços de obscurantismo que se esboçam pela atmosfera do país e do mundo.

“Se observa uma certa tendência ao obscurantismo por parte de algumas pessoas que imaginam que o cerceamento da liberdade é necessário para desenvolver a sociedade. Eu acredito totalmente no contrário.

Esse modo de pensar leva a manifestações como em Porto Alegre, no MAM a onde uma obra de arte pode ser considerada um incentivo à pedofilia. Isso é um absurdo tremendo e tem o único intuito de criminalizar a arte. Não podemos ignorar que essas posições têm vínculos com a perspectiva de uma sociedade onde o controle rigoroso da moralidade esteja prevalecendo.

Eu defendo a liberdade artística e desejo poder lidar com as obras de maneira absolutamente aberta e livre. Isso me parece ser sagrado”.

Ainda falamos sobre política…

“Não sou contra o Estado necessariamente. Não sou a favor nem de um Estado como grande detentor de todo poder, nem de um Estado com mínimo poder. Sou a favor de um Estado que atende aos interesses públicos ».

Após duas horas de conversa, uma pergunta lateja:

Será que podemos ainda aspirar ao bem-estar na nossa sociedade atual ou tornou-se uma utopia? O Sesc é uma inspiração, sem dúvida.

Danilo Santos de Miranda, onipresente nas atividades do Sesc, não é apenas um gestor cultural mas ao longo dos anos ganhou também a posição de influenciador de pensamentos.

*

Qual é o lugar dos pensamentos e da reflexão na nossa sociedade atual?

Estamos vivendo um momento complicado no Brasil e também no mundo inteiro.

Hoje, dominam o apelo ao pragmatismo, ao imediatismo, ao materialismo, que são necessários apenas para resolver as coisas práticas do ser humano.

É importante olhar para os dados e os números mas precisamos ver o que eles escondem, o que tem por trás dessa realidade. Precisamos nos atentar aos motivos, às fontes. As pessoas que refletem, que analisam, que tiram conclusões, que vêem a complexidade das coisas sobre vários aspectos são cada vez mais raras e pouco ouvidas.

Eu não quero me colocar nessa posição tão especial. Mas acho fundamental provocar ideias, pensamentos. A questão da percepção humana é, para mim, a razão de tudo.

O Sesc incentiva a reflexão através da Cultura principalmente. Como você definiria o projeto do Sesc?

Precisamos, primeiro, definir o que é Cultura.

Eu considero que é um patrimônio público e uma condição da cidadania que precisa sobreviver independentemente dos mecanismos de mercado e dos processos de globalização.

O Sesc colabora, de certa maneira, a criar um modelo alternativo de sociedade. Mas não é o único agente responsável por isso. Não podemos prescindir de outros atores da sociedade. Não somos o Estado e não temos a responsabilidade do Estado. Apenas colaboramos como instituição independente.

Na sua origem, o Sesc recebeu uma missão institucional voltada a um programa de bem-estar, de qualidade de vida, de desenvolvimento sociocultural. Tínhamos projetos de saúde hospitalar, de Justiça e até de habitação.

O Sesc sempre assumiu um papel de estimulador na organização social.

Eu diria, numa pretensão até um pouco elevada, que ele colabora a estabelecer as bases de um projeto civilizatório.

O outro aspecto fundamental é o caráter propositivo das ações do Sesc. Quando nos anos 60, o Sesc criou um programa voltado para o idoso, ele o fez numa perspectiva propositiva. Foi a primeira instituição brasileira a investir na questão da idoso.

A Cultura sempre esteve presente no projeto do Sesc mas não era um elemento central, estruturante.

A evolução que se operou sob minha direção foi centrar nas questões cultural e educacional, duas facetas de uma mesma realidade.

Isso já tinha sido experimentado antes, por outros gestores culturais?

Sim pelo Mário de Andrade, do qual eu me considero, de certa forma, herdeiro.

Eu reconheço na figura de Mário um grande gestor, um pensador, um artista mas também um intelectual que pensa o todo.

Mário tem características muito especiais como pessoa em primeiro lugar.

Não é um homem da aristocracia paulista, ele é um homem que vem de uma família de classe média e que tem uma descendência negra como boa parte da população brasileira. Ele era um homem com uma orientação sexual assumida. Provavelmente foi perseguido, mal visto, isolado, mas sempre seguiu sua empreitada.

Na criação do Departamento de Cultura e Recreação na Prefeitura, Mário implantou uma política cultural abrangente que dialogava com ações sociais, meio ambiente, turismo e esportes.

Para ele, a Cultura não é apenas a visão das artes. As artes têm um papel vital no processo mas não são os únicos instrumentos. Essa visão é parecida com minha visão de Sesc.

Joffre Dumazedier, sociólogo francês, com quem o Sesc teve uma longa parceria, também entende a Cultura e a Educação como instrumentos fundamentais no desenvolvimento do ser humano. Como o Sesc dialoga com filósofos e grandes pensadores?

Os pensadores sempre tiveram papéis centrais na trajetória do Sesc.

Joffre foi um grande inspirador da ação inicial da instituição. Nos anos 1960/ 1970, ele influenciou o Sesc colocando a Cultura no centro da reflexão como algo estruturante.

Recentemente o Sesc também colaborou com Edgar Morin, antropólogo, sociólogo e filósofo francês, que também considera a Cultura como central.

Ela permite que o ser humano seja estimulado à reflexão.

Ele diz que se alguma obra de arte não é provocante, se ela não provoca uma reflexão, ela não pode ser considerada uma ação cultural.

Se torna apenas um entretenimento, uma brincadeira, uma diversão.

Incentivar a curiosidade e alimentar o debate são partes intrínsecas da Cultura e da nossa proposta.

Nas diferentes unidades do Sesc, estamos propondo muitas ações educativas, principalmente junto às exposições, no âmbito de desenvolver um projeto educativo em correlação com as obras apresentadas.

Queremos provocar e auxiliar na reflexão:

O que vem depois disso ? O que essa experiência traz para mim ?

Nós almejamos um projeto civilizatório através desse caráter educacional inerente a todas as ações do Sesc.

Trabalhamos a provocar, a estimular cada ser humano constantemente.

Em que medida o Sesc incentiva o debate social? Como lidar com as censuras?

A necessidade de colocar as questões de sociedade em debate é cada vez mais presente. Não nos furtamos, não nos escondemos. Nos colocamos de uma maneira muito clara mesmo sem querer bancar o papel de um militante revolucionário.

Na questão de gêneros por exemplo, o Sesc já teve que enfrentar alguns processos. Tivemos peças de teatro embargadas por alguns juízes mal orientados. A peça “O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu” escrita por Jo Clifford e encenada por Natalia Mallo, programada em 2016 provocou violentas reações.

No Sesc Pinheiros, onde foi apresentada, não tivemos tantos problemas mas quando a peça começou a circular pelo interior algumas instituições religiosas pediram para tirá-la de cartaz e levaram o pedido até a Justiça. O Sesc entrou com um pedido de liminar que foi julgada em São Paulo e o juiz deu ganhou de causa para o Sesc.

A peça trabalha com palavras do Evangelho mas de maneira muito cristã, muito fiel. O que provocou indignação é que Jesus Cristo era representado por um travesti. Isso causou certa repulsa por partes dos mais conservadores, os mais fundamentalistas.

Ano passado, Judith Butler, filósofa americana, veio ao Brasil participar de uma palestra sobre a Democracia e seus desafios contemporâneos, organizada em conjunto pela USP e pelo Sesc. Manifestantes se juntaram na frente do Sesc Pompeia em protesto aos estudos de gênero da Judith, que defende que a identificação de uma pessoa como homem ou mulher, é algo socialmente construído e com profundas implicações políticas, e não uma mera consequência do sexo biológico da pessoa. Grupos ultraconservadores acreditam que Butler é a principal representante do que eles chamam a “ideologia de gênero”.

Infelizmente me parece ser uma maneira lamentável de simplificar a questão.

Esses ocorridos são representativos do momento que estamos atravessando.

Como definir esse momento? Um tempo de obscurantismo talvez …

Sim, se observa uma certa tendência ao obscurantismo por parte de algumas pessoas que imaginam que o cerceamento da liberdade é necessário para desenvolver a sociedade. Eu acredito totalmente no contrário.

Esse modo de pensar leva a manifestações como em Porto Alegre, no MAM a onde uma obra de arte pode ser considerada um incentivo à pedofilia.

Isso é um absurdo tremendo e tem o único intuito de criminalizar a arte.

Não podemos ignorar que essas posições têm vínculos com a perspectiva de uma sociedade onde o controle rigoroso da moralidade esteja prevalecendo.

Eu defendo a liberdade artística e desejo poder lidar com as obras de maneira absolutamente aberta e livre.

Isso me parece ser sagrado.

Você pode afirmar que o Sesc seguira nessa linha no futuro ?

Quando me pergunta de futuro, meu desejo é dizer que essas ações que nós empreendemos e seus princípios sejam irreversíveis.

Mas não depende fundamentalmente só de nós.

Existe uma super estrutura, uma diretoria que hoje entende a necessidade de realizarmos as ações desse jeito. Mas como será no futuro? Ninguém sabe.

O conselho que é formado de pessoas do mundo empresarial e que aprovam as grandes linhas da instituição vai permanecer mantendo esses tipos de ideias e nos garantindo as mesmas ações? Não posso responder.

Sem falar do futuro do país…

Porém os fundamentos do Sesc, que são a valorização da ação cultural, a inserção no projeto civilizatório e o caráter educativo, formam um mantra inicial e insistente.

Você considera que a arte e o ativismo se entrelaçam?

A arte é política por natureza.

O ativismo politico na arte é uma decorrência absolutamente natural, com um envolvimento menor ou maior dependendo do artista.

O que for ameaçar a liberdade, que seja no campo das artes, da política ou da vida social é um risco para todos.

Ativismo artístico e ativismo político são entrelaçados de maneira muito autêntica.

Como a proposta do Sesc se projeta nos espaços?

Isso é essencial. Pode se observar nas próprias arquiteturas das entidades do Sesc a vontade de estimular a interação entre as pessoas. Instalamos mesas coletivas, ambientes de estudos e uma circulação dinâmica nos espaços para favorecer a convivência.

Pois a convivência revela o princípio da absoluta igualdade e da percepção total dessa Igualdade.

É a grande questão do mundo.

O processo civilizatório, para mim, é a busca da Igualdade.

Essa é uma etapa a ser vencida, e ainda não está resolvido em nenhum lugar do mundo. A começar pela própria diferença de gêneros, de sexos, nas questões religiosas, raciais, culturais…

O Brasil não é somente um país com problemas raciais, mas um país com um enorme problema de percepção da Igualdade.

Somos o país que mais persegue homossexuais, transgêneros do mundo!

Essas questões se estendem nas esferas econômicas e até nos problemas territoriais. Na prática podemos rejeitar uma pessoa somente porque vem daquele lugar. É uma perseguição quase geográfica.

Como questão subjacente, temos os refugiados e todos os abandonados. Nos acostumamos a ver pessoas vivendo na miséria, na rua, e nem olhamos mais para elas. Virou algo natural e elas se tornaram invisíveis.

Como você se define politicamente? 

Me considero um progressista e valorizo o ser humano.

Eu estou mais à esquerda que à direita. E não faço parte dos que acham que essas orientações não existem mais. Também não acredito que o poder econômico deva prevalecer sobre o humano e o social.

Sou contra o Estado subordinado a interesses privados.

Eu me defino como um defensor dos interessos públicos.

Aliás se eu tiver um partido seria o PIP, Partido dos Interesses Públicos, ou o Partido das Absolutas Igualidades. Pois todo mundo é igual perante a vida.

Eu não sou contra o Estado necessariamente.

Não sou a favor nem de um Estado como grande detentor de todo poder, nem de um Estado com mínimo poder.

Sou a favor de um Estado que atende aos interesses públicos.

E se algo tem que ser privatizado para servir os interesses públicos, sou a favor da privatização. Mas aqui no Brasil, muitas das empresas privatizadas atendem apenas aos interesses privados.

Existe direita e esquerda e precisamos nos questionar sobre o que nos orienta, quais são nossos interesses e nossas prioridades na vida.

Acredito muito mais numa revolução por dentro do que em uma revolução por fora.

Claro que vivemos um episódio dramático aqui e no mundo, com esse crescimento do pensamento de direita, esses movimentos persecutórios onde o individualismo leva a um separatismo, a um isolamento daquele que é diferente.

Porém eu acho que no global, caminhamos para um crescimento de uma visão mais igualitária, talvez mais solidária. Caminhamos lentamente, mas caminhamos. O Estado Islâmico por exemplo tem um sistema solidário, apesar de estar mergulhado na barbárie.

Aliás eu percebo que junto ao avanço civilizatório, cresce a barbárie.

Sem entrar no caráter moral da questão, observamos que a relação entre o civilizatório e a barbárie parece inerente ao ser humano.

Faz parte da história da própria vida humana.

Com um país de 200 milhões e uma variedade de identidades culturais, é possível criar uma identidade nacional comum?

A questão da identidade é complexa. A identidade significa não apenas você se enxergar mas também como você é enxergado, como se apresenta.

Não acredito muito na ideia de uma identidade nacional fixa, única, estabelecida. Eu sou um pouco reticente com essas ideias generalizadoras.

E para mim não tem a ver com identidade.

Você se considera patriota?

Eu me sinto um homem da sociedade interessado no outro. Para mim o sentido da alteridade é fundamental. Eu fui seminarista e tenho uma formação cristã, no sentido autêntico da palavra.

Será que isso é ser patriota?

Pois o patriotismo de símbolos, de valorização da nacionalidade, é secundário.

Mas a inserção numa sociedade na qual você colabora efetivamente para transformar e ajudar a melhorar a vida das pessoas, isso é muito presente.

Então depende de como a gente considera esses rótulos.

No Sesc, por exemplo, eu achei importante colocar uma bandeira em todas as unidades. Não pelo culto à bandeira. Mas pela questão de pertencimento.

Me parece benéfico se veicular a uma ideia de sociedade onde você esta inserido. E somente isso!

Não sou muito nacionalista.

O quanto lhe parece necessária a separação do Estado e das instituições religiosas?

Acho fundamental essa separação. O estado laico é um avanço civilizatório.

Mas ainda não podemos dizer que conquistamos isso no Brasil.

Temos muito respeito aos valores cristãos.

A meu ver os valores humanos são mais importantes que os cristãos, os protestantes, os judaicos, etc.

Quais são os valores humanos ?

Aqueles valores que promovem o respeito, a solidariedade e a igualdade.

Você considera que a fé, independemente dos dogmas e de instituições religiosas, é fundamental para a construção e o desenvolvimento do ser humano ?

De um ponto de vista pessoal, cada um tem uma trajetória de vida.

Quando nasce, você começa a fazer parte de uma família, de uma sociedade, de um país, e geralmente você adota os valores humanos desse grupo. Podem não ser os valores comuns da maioria da humanidade, mas são comuns a sua comunidade.

Então o que é o preconceito? É você estabelecer uma forma de enxergar o outro de uma maneira culturalmente marcada e de acordo com sua formação.

Depois que você enxergar o mundo a sua volta por si mesmo, você pode incorporar os valores do seu grupo ou aprender a tolerar a diferença.

É um processo educativo.

O preconceito é o resultado de uma formação quase que natural pois ela é familiar, social. Errada, sim, mas vem dali.

Com relação à fé, é uma questão muito pessoal, de cada um.

Eu acredito. Tenho a sensação de uma transcendência.

Mas não tenho vínculo com nenhuma corrente religiosa.

Já tive mais vínculos mas, mesmo tendo menos hoje, não consigo me entender como um puro materialista. Tem que ter alguma forma de transcendência.

E o que é o Inconsciente Coletivo para você ?

Acho que tem a ver com essa transcendência, algo que não é explicado.

Vou dar um exemplo bobinho: Fizemos uma experiência com um brinquedo que representa galinhas e pintinhos que picam.

Convidamos mais de 30 etnias, grupos originários do mundo inteiro a interagir com esse brinquedo. Todos reconheceram o objeto. Ele existia nas culturas de grupos originários do Japão, dos indígenas brasileiros, africanos, chineses, russa. São referências que vêm de milhares e milhares de anos atrás.

Existe uma relação entre o ser humano e a natureza que é resolvida de maneira assemelhada em várias partes do mundo, que explicaria a existência de algum tipo de transmissão.

Tem bastante coisa a ser pesquisada ainda…