Coca-Cola engorda se não queimar calorias, alerta a própria Coca-Cola

Coca-Cola engorda se não queimar calorias, alerta a própria Coca-Cola

Rodrigo Martins

15 de janeiro de 2013 | 23h02

Coca-Cola, a maior fabricante de refrigerantes do mundo, lançou uma campanha contra obesidade nos EUA. O comercial de dois minutos será transmitido entre os principais programas da TV do país. No início do vídeo, uma locutora começa: “Gostaríamos das pessoas junto a nós em algo que preocupa a todos nós: a obesidade.”

No meio do filme, a fabricante afirma que está lançando bebidas com menos calorias, como águas e sucos. E, inclusive, cita o principal produto da casa: “Todas as calorias contam, não importa de onde venham, incluindo a Coca-Cola e tudo com calorias. E se você comer e beber mais calorias do que você queima, você ganhará peso.”

Analistas ouvidos pelos principais veículos dos EUA afirmam que a empresa não quer que as pessoas parem de ingerir calorias. A Coca-Cola quer que as pessoas não parem de comprar refrigerantes, já que pesquisas apontam cada vez mais a bebida como um dos responsáveis pela obesidade.

“A indústria de refrigerante está sob pressão e por boa razão. Essa nova campanha é apenas um exercício de controle de danos e não uma contribuição significativa contra a obesidade”, afirma Michael F. Jacobson, do Centro para Ciência de Interesse Público ao Los Angeles Times.

“Não é sobre mudar os produtos, mas sobre confundir o público. Eles estão escondendo os reais efeitos de beber muito refrigerante a fazendo parecer que balancear o consumo de refrigerantes com o exercício é a única questão, quando há um monte de razões para não consumir esses tipos de produtos”, afirma Michelle R. Simon, uma advogada de saúde pública ao The New York Times.

A Coca-Cola, por outro lado, acredita que tem poder para ajudar seus consumidores a lutar contra a obesidade:  “Há uma conversa muito importante aqui sobre obesidade, e nós queremos ser parte disso porque nosso consumidor nos diz que quer que sejamos parte disso”, afirma Stuart Kronauge, gerente da empresa de bebidas, ao NYT.

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