A força que uma escolha tem

Claudia Belfort

25 de maio de 2010 | 22h17

Às vezes é difícil fazer escolhas. Normalmente escolher  significa abrir mão de algo, de alguém. Para mim escolher é fascinante, tem um tanto de saber, muito de independência e de ser dono de si. Agora descobri que pode ser um aliado no tratamento de distúrbios mentais relacionados à ansiedade e até ataques de pânico.

Uma pesquisa recente concluiu que pacientes que podem escolher entre tomar remédios ou fazer a terapia cognitivo-comportamental (TCC), ou combinar ambas, respondem melhor ao tratamento.

O estudo envolveu 1000 pacientes nos Estados Unidos. Metade deles pôde optar entre terapia, farmacoterapia ou ambos. A outra metade teve de adotar o  tratamento prescrito pelo médico, independentemente de ser de natureza medicamentosa ou psicoterápica.

Depois de um ano de acompanhamento, 64% da amostra que pôde fazer escolhas apresentou um quadro de melhora, inclusive com alguns casos de remissão,   no outro grupo a incidência de resposta, também incluindo as remissões, foi de 44%.  Vale destacar que na primeira amostra, 57% optaram por combinar os tratamentos, 9% por medicamentos como terapia única e 34% apenas pela TCC.

Os pesquisadores não identificam com exatidão o aspecto mais determinante na melhora dos pacientes. Eles  destacam, porém, que a possibilidade de escolher entre determinadas  opções de tratamento, mesmo que previamente determinadas pelo médico, pode ter contribuído para que eles se dedicassem mais às sessões de terapia e aos medicamentos.

Em nenhum momento o estudo aponta que é o paciente quem deve definir exclusivamente seu tratamento. 

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As informações divulgadas neste blog não substituem aconselhamento profissional. Antes de tomar qualquer decisão, procure um médico.

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