A regularidade das consultas

Claudia Belfort

03 de dezembro de 2009 | 12h20

Este post foi feito a partir do comentário do leitor Ubiratã sobre o texto que publiquei Dialógo, confiança, tempo e … Ele aponta que além do tempo dedicado ao paciente é importante que haja regularidade  nas consultas. Quando me referi a tempo, pensei nos dois, mas ele deixou muito mais claro e mais completo que eu, então tomo a liberdade de transcrever aqui, com uma edição mínima, o que publicou como comentário. Obrigada, Ubiratã. Seja bem-vindo.

O paciente tem que ter paciência com o principal. Mesmo uma consulta de 2 horas, não será suficiente. Ou seja, muitas vezes, quinze minutos, ou mais tempo por consulta não é o tempo interessante. Mas sim, a regularidade das consultas, com intervalos, entre elas. Pois, não existe exame de sangue para a doença, agora existe exame de sangue para os remédios. A velha e conhecida medicina dentro da base que todos gostam recomenda remédios, estes na Psiquiatria podem alguns ter controles, séricos, ou seja, saber o quanto está sendo utilizado pelo corpo e o quanto sobra no sangue. Se existe uma regularidade pequena ou média temporal entre as consultas, com certeza, a evolução da doença, ou a não existência desta no paciente, pode acontecer. E assim, nesse momento, ambos terão a resposta dentro de si de confiança entre os dois.

Uma consulta, não exemplifica. Diversas consultas, com conhecimento bom do paciente, ou não, isso sim define. Humildade é apenas um entrave, ou um interlúdio, ao bom caminho entre paciente e médico. Mas os intervalos derrubam a arrogância entre os dois. Pois a evolução é monitorada com certeza pelo que toma o remédio e por quem o que dá, por sinal quem sem dúvida tem mais informações.

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