As bipolares Zeta-Jones e Deborah Guerner

Claudia Belfort

21 Abril 2011 | 16h59

A promotora de Justiça Deborah Guerner, presa  na quarta-feira com o marido Jorge Guerner por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção no Distrito Federal,  alega que é bipolar. No momento de sua prisão ela tentou agredir fotógrafos, em outro tirou a roupa diante de policiais.  Mas segundo o Ministério Público (MP) a doença de Deborah tem outro nome: farsa. De acordo com o MP, um vídeo encontrado na casa de Guerner revela que ela foi orientada por um psiquiatra a simular sintomas do distúrbio. O objetivo seria conseguir aposentar-se por invalidez.

Esse tipo de estratégia aumenta o estigma que existe em torno dos portadores de transtornos mentais. Como um psiquiatra faz isso? Esses profissionais sabem como sofrem seus pacientes, sabem do medo que têm de se verem descobertos, de terem suas capacidades postas em dúvida. Já há tanto preconceito, um ato assim colabora para o sofrimento, dificulta a busca por tratamento. Imagine como se sentiria uma pessoa que justamente esta semana iria pedir uma licença no trabalho para tratar de um transtorno bipolar.

Claro, uma desordem psiquiátrica pode afetar as ações de uma pessoa,  seu modo de ver o mundo, mas não é a única razão. Um comportamento antiético não significa necessariamente ser fruto de um distúrbio psíquico, tampouco distúrbios dessa ordem levam diretamente a comportamentos antiéticos e amorais. Há pesquisas sobre isso, até já publiquei aqui no blog.

Melhor fez a atriz Catherine Zeta-Jones que anunciou semana passada ser bipolar e que passara cinco dias em tratamento numa clínica psiquiátrica em Connecticut, EUA.  Revelou para tentar diminuir o preconceito, segundo disse seu relações públicas a jornais norte-americanos.

(Karen, obrigada)

* As informações divulgadas neste blog não substituem aconselhamento profissional. Antes de tomar qualquer decisão, procure um médico.

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