“Oui, je crois!”

Tutty Vasques

21 de maio de 2011 | 06h48

rrqeOs marqueteiros de Nicolas Sarkozy apostam que nem o pior dos escândalos sexuais envolvendo o nome de seu cliente prejudicaria a reeleição dele em 2012. Têm por base uma pesquisa de opinião encomendada pelo governo em caráter confidencial: se, por ventura, o filho da Carla Bruni nascer a cara do Woody Allen, 75% dos eleitores vão achar que tudo não passa de um complô contra o presidente.

Os franceses, como se sabe, acreditam em coisas do arco da velha. A começar pela conspiração política que teria derrubado o ex-bambambã do FMI naquela suíte de hotel em Nova York. Por esta linha de raciocínio, convenhamos, se Arnold Schwarzenegger fosse ex-prefeito de Paris, já estariam considerando na Rive Gauche a hipótese dele ter sido violentado pela camareira da família com quem teve um filho há uma década.

Voilà, tem francês que até hoje acredita – “Oui, je crois!” – que Zinedine Zidane teria tropeçado quando, “sem querer”, deu aquela cabeçada no italiano Materazzi na final da Copa de 2006. A maioria desconfia que alguém botou o pé na frente dele, provocando o choque com o adversário. E não se fala mais nisso, ok?

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