140 toques sem barreiras

Tutty Vasques

01 Agosto 2012 | 06h37

reproduçãoO grande problema do uso do Twitter na Vila Olímpica não é muito diferente do grande problema do uso do Twitter em qualquer lugar do mundo fora da Vila Olímpica: a quantidade absurda de besteiras que se escreve é rigorosamente a mesma!

Com um teclado digital na mão e 140 toques na cabeça, todo atleta de alto rendimento conectado à internet é um ser humano como outro qualquer, com todas as dificuldades naturais da espécie – ô, raça! – para dizer algo que preste.

Não há, como se sabe, nada de olímpico no espírito de porco reinante nas redes sociais. Palavrões e preconceitos como estes que motivaram pedidos de desculpas e punições de atletas em Londres são recursos de rotina no vale-tudo dos microblogs.

A primeira Olimpíada da era Twitter – a ferramenta de comunicação ainda era novidade em Pequim 2008 – bem que tentou adotar um guia de conduta com regras para o uso das mídias sociais entre os competidores, mas também entre eles a coisa só funciona fora de controle.

Sobressai sempre a mensagem mais cretina ou desbocada do usuário on line mais sem noção.

Cá pra nós, é mais difícil acabar com esta prática do que transformá-la em modalidade olímpica na Rio 2016!

Melhor não dar bola pro assunto!