A bola da vez

Tutty Vasques

27 de maio de 2011 | 06h36

cbzbzSe bem conheço o Lula, logo, logo ele vai argumentar que “nem o Pelé jogava sempre bem” para justificar a comparação que fez entre o Palocci e o Rei. Para o ministro, a ressalva foi transmitida à beira do campo: “Até com o Pelé, que é o Pelé, aconteceu de ser substituído no meio do jogo!”

Pelo que deu para entender nas entrelinhas da metáfora, o ex-presidente voltou à cena no papel de técnico cabeça-dura que não dá ouvidos à torcida, mas acaba perdendo a paciência com a própria teimosia.

“Se apresenta pro jogo, Palocci!” – repassou a insatisfação da base aliada. Chegou a ultrapassar os limites de sua área técnica para cobrar, basicamente, empenho: se esconder em campo é pior que jogar mal.

Para muitos, a culpa é do próprio Lula: Palocci teria ficado assim, com o rei na barriga, depois que foi chamado de “Pelé da Economia”.
Em sua especialidade, cá pra nós, o ministro não é sequer melhor que Maradona no futebol, embora para los hermanos isso não elimine a possibilidade de comparação do chefe da Casa Civil com o que os brasileiros chamam, “equivocadamente”, de “lo mejor del mundo”. E, como diz o Milton Leite, “segue o jogo”!

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