A Copa precisa de segunda divisão

Tutty Vasques

17 de junho de 2010 | 09h28

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Encerrada a primeira rodada de jogos na África do Sul, vamos combinar que não existem no mundo 32 países jogando futebol num nível tal que os credencie a disputar uma Copa. Nova Zelândia, Grécia, Argélia, Honduras, Austrália, Coreia do Norte, Eslovênia, Eslováquia e o escambau estão na África do Sul para encher linguiça. Sem chances de classificação, o importante para essas seleções não é vencer, é atrapalhar o jogo do adversário. Quanto mais feio o espetáculo, tanto melhor.

Esta é a quarta edição da Copa com 32 participantes. Até 1994, a competição envolvia 24 países. Antes de 1982, 16 seleções brigavam pelo título, que foi disputado pela primeira vez em 1930 entre 13 concorrentes. Hoje em dia, nem o Campeonato Brasileiro tem 32 times.

Talvez esteja na hora de se criar uma segunda divisão na Copa do Mundo, reduzindo para 20 ou 24 o número de participantes no grupo especial do torneio. A cada edição, cairiam e subiriam duas ou quatro seleções, a combinar. Em matéria de organização, a ‘Super Segundona’ seria uma preliminar administrativa obrigatória para o país-sede da competição principal. Faz sentido?

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