A crise dos 50

Tutty Vasques

04 Agosto 2011 | 06h18

reproduçãoPode ser que na hora H role uma canja do Stevie Wonder ou do Bon Jovi, mas, pelo menos até o fechamento desta edição, não havia nos EUA o menor clima para festa de aniversário – 50 anos nesta data querida – de Barack Obama.

A rigor, afora o presente de grego da elevação do teto da dívida americana, Obama só ganhou uma lembrancinha do Correio da Rússia, que lançou um conjunto comemorativo de selos e envelopes com a figurinha carimbada do presidente.

No mais, Hillary Clinton ficou de enrolar hoje cedo uns brigadeiros – parece que até o tradicional bolinho com os colegas de trabalho no fim de expediente na Casa Branca entrou na previsão de cortes da ordem de US$ 2,1 trilhões nos gastos do governo.

A propósito da efeméride presidencial, estava ainda previsto para ontem à noite, em Chicago, um jantar Democrata beneficente para a campanha de reeleição de Obama, nada que se compare em charme, por exemplo, a nenhuma das inúmeras homenagens suprapartidárias prestadas no Brasil aos 80 anos de FHC.
Como diz o filósofo sergipano Ancelmo Gois, deve ser horrível viver num lugar que não encontra motivos para festas em tempos de crise.