A derrota da boa notícia

Tutty Vasques

27 Fevereiro 2012 | 20h03

O desinteresse do torcedor brasileiro pelo amistoso desta terça-feira contra a Bósnia, na Suíça, pode ser creditado em grande parte ao adversário, mas nada justifica o pouco caso das arquibancadas com a renúncia iminente de Ricardo Teixeira, presidente da CBF. Ninguém dá a menor bola para o que, em tese, seria a melhor notícia do escrete canarinho nos últimos tempos.

A dois anos da Copa no Brasil, os amantes do esporte – aí incluídos jogadores e dirigentes de clubes – não estão nem aí para a súbita mudança no mais alto posto de comando do futebol pentacampeão do mundo. Mal comparando com a história política recente do País, é como se a possibilidade do fim da ditadura não despertasse qualquer curiosidade popular sobre os rumos da sucessão presidencial.

Pressionado por denúncias de corrupção e pela falta de apoio político da Fifa e de Brasília, Teixeira vai tentar em assembleia-geral que convocou para quarta-feira alterar o estatuto da entidade a fim de emplacar seu sucessor sem risco de diretas já na CBF.

Será que vai ficar por isso mesmo? Acorda, torcedor!