A desconstrução do Sérgio Cabral

Tutty Vasques

08 de agosto de 2013 | 02h40

ilustração pojucanDepois de anunciar que não vai mais vender o QG da PM nem demolir nada do que pretendia derrubar em torno do Maracanã, o governador Sérgio Cabral pode ainda desistir de morar no Leblon, de tentar emagrecer, de torcer pelo Vasco e de fazer cara de bebê chorão quando é contrariado.

Já havia abdicado do helicóptero nos fins de semana, da rotina de viagens a Paris, da ideia de quebrar sigilos dos manifestantes de rua, da vontade de um dia ser presidente da República e há controvérsias entre os cariocas se o governador desistiu ou não do seu casamento!

Dar pra trás ante a rejeição da opinião pública não chega a ser novidade no meio político, mas nunca antes na história recente do País a determinação de revogar hoje o que foi decido ontem esteve tão presente num projeto de governo.

Sérgio Cabral está desconstruindo o velho mito de que “o brasileiro não desiste nunca” e, mal comparando com o que vinha fazendo, até que está se saindo melhor desfazendo.

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