A descrença no fim do mundo

Tutty Vasques

06 Abril 2011 | 06h44

dgdsssÉ sempre assim: toda vez que o ser humano está quase levando o fim do mundo a sério, uma seita de araque qualquer trata de ridicularizar o assunto. De tempos em tempos, uma nova profecia milenar de orelhada vem de encontro ao risco real de destruição do planeta, como se o homem moderno não tivesse nada a ver com isso! Pior ainda é o deboche geral com o tema quando suscitado em nome de Deus!

Não dá mesmo para acreditar no fim do mundo quando ele é anunciado para o mês que vem, como faz agora uma tal Family Radio, cristãos evangélicos americanos que desembarcaram em Belo Horizonte pregando o juízo final para o dia 21 de maio de 2011. A explicação de que, nesta data, o grande dilúvio completaria 7 mil anos, francamente, não convence ninguém.

Só serve para estimular piadas genéricas sobre o apocalipse lento e gradual que o descaso ambiental prenuncia. O fim do mundo como ele é não está na Bíblia, no calendário Maia ou nos filmes catástrofes do gênero. Se você não sabe o que fazer a respeito, reze baixinho para não atrapalhar a pregação de quem ainda tenta salvar esta joça.