A diversidade do fim do mundo

Tutty Vasques

11 Agosto 2011 | 06h15

No fundo, no fundo tudo é saque! De um lado, grandes investidores dos quatro cantos do planeta correm em pânico com seus bilhões de um lado para o outro sobre os escombros das bolsas de valores. De outro, os sem-nada do Reino Unido se aproveitam da vitrine quebrada por pedra endereçada à polícia pra ver se ganham alguma coisa nessa bagunça danada que virou a humanidade. Em Wall Street ou em Tottenham, o clima de salve-se quem puder é o mesmo!

Os dois extremos da pirâmide da pindaíba social experimentam sensações muito parecidas de medo, insegurança, desespero, histeria, risco, selvageria, angústia e palhaçada. Outra coisa em comum nos incêndios da periferia de Londres e nos colapsos do mercado financeiro: ninguém sabe explicar direito como tudo começou ou onde isso vai parar.

Mas param por aí as coincidências entre o caos dos ricos e a zorra dos pobres. A polícia não bate na turma que saqueia bolsas de valores. São, evidentemente fins do mundo distintos, como tantos outros que o ser humano – ô, raça! – superou.

Vamos lá, gente, relaxa aí! Vai passar!