A era dos postes

Tutty Vasques

30 Outubro 2012 | 06h29

reproduçãoClaro que aquele beijo na boca que o Serra tentou desesperadamente evitar às vésperas do pleito não ajudou o candidato nas urnas, mas não adianta agora chorar o leite derramado.

Em vez de procurar culpados pela derrota em SP, a oposição ao Planalto precisa encontrar logo um poste com luz própria para concorrer com o de Lula em 2014 – ou vai perder também a corrida pelo governo do Estado!

O ex-presidente reinventou o poste, mas pode ser um erro de avaliação política creditar o fenômeno eleitoral unicamente ao prestígio do “cara”.

Isso que Marta Suplicy chama de “tirocínio do Lula” talvez seja tão-somente mérito de quem percebeu primeiro que, entre um político renomado e um ilustre desconhecido, o eleitor escaldado pela decepção vai sempre escolher o candidato com menos notoriedade, independentemente de quem for seu padrinho.

Por dúvida das vias, o PSDB devia levar a sério a possibilidade de usar a mesma arma do PT em 2014!

Não é possível que FHC não guarde no bolso do colete o nome de alguém tão inexpressivo quanto o ministro Alexandre Padilha – apontado como o terceiro poste de Lula – para disputar o Palácio dos Bandeirantes.