A estátua em pessoa

Tutty Vasques

22 de março de 2014 | 06h34

reproduçãoHoje em dia, no Rio, estátua não é mais necessariamente a representação urbana de personagens saídos dos livros de História. Tem a de D. Pedro I e a do Marechal Deodoro no Centro, mas de uns tempos pra cá a garotada cresce no balneário esbarrando no caminho da praia com o bronze do Carlos Drummond de Andrade e do Dorival Caymmi em Copacabana, do Chacrinha e do Otto Lara Resende no Jardim Botânico, do Millôr no Arpoador, do colunista Zózimo Barrozo do Amaral no Leblon…

Mas foi Bellini o primeiro a mudar a relação do carioca com as estátuas de sua cidade. No caso do capitão da Copa de 1958, vivo até anteontem, a intimidade com sua imagem levantando a taça na entrada do Maracanã praticamente humanizou a escultura de pedra. Foi a primeira estátua na vida de muito garoto que não esquece o domingo de futebol em que passou a sair de casa com o pai para encontrar amigos “às quatro no Bellini”.

Esse papo de que ele morreu, francamente, morreu pra quem não vai ao Maracanã!

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