A exumação da oposição

Tutty Vasques

15 de novembro de 2013 | 00h05

reproduçãoLula e Maluf estão apavorados! Também, pudera: chegou de São Borja aos ouvidos deles o boato de que Leonel Brizola aproveitou a exumação de João Goulart para fugir da sepultura que dividia com o cunhado e outros familiares enterrados na cidade gaúcha na fronteira com a Argentina.

Usava como disfarce, segundo relato de um coveiro, saia plissada longa que pegou emprestado da ex-primeira-dama Dona Neusa no closet do jazigo. Antes de cruzar os portões do Cemitério Jardim da Paz, teria perguntado ao vendedor de flores de plantão onde poderia encontrar o “sapo barbudo” e o “filhote da ditadura”, apelidos que deu a seus oponentes nas eleições presidenciais de 1989.

Crendices populares à parte – mortos, como se sabe, não voltam ao mundo para puxar o pé de seus desafetos em vida –, o ‘Engenheiro’ está fazendo falta no debate político em curso no País, mas que ninguém espere dele a iniciativa de exumar a oposição. E não se fala mais nisso, ok?

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