A gente não quer só dinheiro!

Tutty Vasques

14 Novembro 2010 | 06h07

greuComentam os empregados entre si pelos cantos da mansão que a única diversão de Silvio Santos nesses dias de aflição econômica é atender o telefone anunciando-se como Edinaldo, sem disfarçar a própria gargalhada inconfundível: “Hahaai, hihiih…” – todo mundo sabe imitar, daí a pontinha de dúvida que persiste em quem liga sobre quem de fato está lá, do outro lado da linha. Ninguém lesado em R$ 2,5 bilhões tem ânimo sequer para tirar o fone do gancho.

Outra coisa estranha nas atuais circunstâncias: em meio ao drama financeiro de conhecimento público, o apresentador foi pelo menos quatro vezes esta semana ao Jassa, seu cabeleireiro no Itaim Bibi, apontado como a única pessoa capaz de entender a cabeça por trás do Baú.

Não! O rombo do Banco Panamericano não é uma lambança como outra qualquer – nada sob a administração do Silvio é ordinário no sentido de corriqueiro. A imprensa está cortando um dobrado para entender o caso.

O Silvio recorre sempre ao animador gaiato quando é chamado a falar como banqueiro. “Quem é Rafael Palladino?” – quis saber dia desses da jornalista que lhe perguntava pelo diretor-superintendente afastado após a fraude. Como se o cara não fosse, além de lambão, primo de sua mulher, Íris Abravanel. Silvio era uma espécie de primo rico quando deu ao ex-personal trainer, ex-gerente de academia de ginástica e ex-dono de posto de gasolina a chance de fazer desaparecer bilhões do mercado financeiro. Se bem que currículo, no caso do dono do SBT, também não quer dizer nada.

O fato é que os verdadeiros amigos do homem estão preocupados! Quanto tempo vai durar essa alegria do animador de auditório se não houver volta por cima do banqueiro? Não à toa, Hebe Camargo já avisou ao chefe: pode botar no prego todas as joias da apresentadora, caso precise de garantias para novos empréstimos. Pensa que ela não é doida pra isso?