A humilhação do rebaixamento

Tutty Vasques

26 de março de 2014 | 00h03

reproduçãoIndignado com o rebaixamento do Brasil na classificação de risco da agência Standard & Poor’s, o ministro Guido Mantega pensou até em apelar para o tapetão. Depois que a Portuguesa caiu no lugar do Fluminense, tudo é possível! Amanhã ou depois, a S&P pode muito bem refazer as manobras contábeis e mandar outro país em vez do nosso pro vinagre.

O Brasil vive ainda a humilhação do rebaixamento, sentimento universal de derrota dentro ou fora das quatro linhas. Ninguém precisa saber o que é ‘rating soberano’ para perceber a que ponto chegamos. A sensação é a mesma de perder o ano na escola, o emprego, a patroa ou o prazer de ver um joguinho do seu time aos domingos.

Economia é uma coisa, futebol é outra, mas, do jeito que o Brasil anda caindo pelas tabelas no noticiário, o próprio Felipão começa a ficar preocupado com a crescente responsabilidade da seleção como salvação da pátria em 2014. Só falta a gente não chegar nem às oitavas de final!

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