A lambança da venda de ingresso

Tutty Vasques

03 de dezembro de 2010 | 06h27

aggsO pessoal do Ensino Médio reclama de barriga cheia! O Brasil não é, de fato, muito bom em matéria de organização de provas de avaliação de aprendizado, mas nada se compara à bagunça de toda venda de ingressos para grandes eventos no País. A torcida do Fluminense é a vítima da vez! Na disputa por um lugar no Engenhão, em jogo de uma torcida só contra o rebaixado Guarani, teve gente que passou 36 horas no relento das filas: um homem de 52 anos morreu de enfarte na calçada das Laranjeiras.

O sofrimento poderia ser comparado ao da espera por atendimento médico na rede pública hospitalar, não fosse o agravante de que, na batalha por ingressos, o distinto público, além de cheio de disposição, paga ali na hora, cash, para ser barbaramente maltratado. Nos ambulatórios da vida, pelo menos, não tem cambista vendendo leito, né?!

Nada contra o bem-estar e a alegria do tricolor carioca, em particular! O tratamento é, basicamente, o mesmo dispensado a fãs do Paul McCartney, da Beyoncé ou do Luan Santana em véspera de shows. O Brasil não sabe vender ingresso – fazer o quê? A gente é bom em urna eletrônica, ué!

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