A maldição do dia do casamento

Tutty Vasques

20 de julho de 2010 | 00h06

ilustração pojucan

ilustração pojucan

Cutucaram a sexta-feira 13 – e ainda por cima de agosto – com vara curta! Sem medo de dar mole pro azar, o primeiro casamento gay da América Latina está marcado para o Dia Internacional das Bruxas, com celebração em Buenos Aires.

Deram à superstição em torno da data a grande chance de reacender a fogueira das crenças no mito das trevas. Imagina se alguma coisa não der certo na lua-de-mel dos noivos, ainda mais depois de 34 anos de união estável do casal?

Acontece nas melhores famílias, mas não seria este, decerto, um casamento como tantos outros nas estatísticas de divórcios relâmpagos. Entraria para a história das sextas-feiras 13 de agosto como um marco da maldição da efeméride.

Eu, particularmente, não acredito nessas bobagens, mas conheço muita gente boa que se dobrou às evidências de que, não à toa, Fidel Castro nasceu numa sexta-feira 13 de agosto (de 1926).

Não por isso, evidentemente, até os mais esclarecidos evitam reservar a data para estrear vida nova de qualquer gênero. Ainda mais no caso de um rito de mudança nas relações matrimoniais do continente, francamente, não custava nada marcar a cerimônia de casamento para o dia 15, né não?

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