A mulher que só existe em sonhos

A mulher que só existe em sonhos

Tutty Vasques

23 de agosto de 2009 | 09h30

ILUSTRAÇÃO POJUCAN

Dilma Roussef protagonizou noite dessas um pesadelo diferente daqueles de sempre. Sonhou que Marina Silva e Lina Vieira eram a mesma pessoa (foto). Marina Lina misturava, além dos nomes, a consistência da senadora com a embalagem de franjas e pompons da ex-secretária da Receita para enfrentar a ministra no paredão de um reality show político, o Big Brother Brasília.

O clima na “casa” era de tensão e expectativa crescentes. O País todo discava um 0800 qualquer coisa para eliminar uma ou outra, Dilma ou Marina Lina! Quando chega a hora do Pedro Bial dos sonhos da ministra anunciar que, “com mais de 50 milhões de votos, o público decidiu detonar a…”, a chefe da Casa Civil desperta num salto para uma realidade ainda mais desconcertante: ela estava atrasada para pagar o mico de pedir ao Aloizio Mercadante para aceitar o papel de morto-vivo da liderança do PT.

Afora os beliscões que a cada meia hora pede à secretária Erenice Guerra – “pra ver se eu estou acordada” –, Dilma Roussef mantém a tranquilidade. Reza toda noite para que Marina Lina não volte mais. Nunca mais!

Texto publicado na coluna Ambulatório da Notícia do caderno Aliás do ‘Estadão’.

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